DIFERENTE DA CESTA BÁSICA, JORNADA LABORAL E FGTS DOS GRÁFICOS DA INDEX LABEL CONTINUAM SOB SUSPEITA

Em novembro, completará quatro anos que a Index Label, com cerca de 60 gráficos, instalou-se e está operacional em Cajamar. O pouco tempo no local, porém, não a isenta de problemas cometidos este ano contra o interesse dos trabalhadores. Mas este cenário começa a mudar. Porém, ainda é tímida a unidade e organização dos gráficos dentro da empresa em prol de seus direitos. Apesar disso, de uma única vez, denunciaram ao Sindicato da classe (Sindigráficos) um déficit superior a 30% no valor da cesta básica, contrariando à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da classe – situação corrigida quando levada ao Ministério do Trabalho. Contudo, o FGTS atrasado e a queixa de jornada excessiva, problemas levantados na ocasião, ainda não foram esclarecidos como foi acordado. Diante da referida situação, houve outra notificação sindical para a Index  apresentar provas cabais de soluções para as possíveis irregularidades, inclusive, estudos para implementação de um acordo de jornada laboral.

“A cesta básica aumentou mais de 31%. O valor subiu de R$ 83 para R$ 110. Falta agora a empresa mostrar que pagou os seis meses de FGTS em atraso e apresentar estudos de adequação da jornada de trabalho, como ficou acordado na reunião no Ministério do Trabalho em abril”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. Como nada apresentou até o momento, a entidade a notificou para tratar dessas duas questões. O sindicato espera que a empresa responda e compareça rapidamente para não ser necessário recorrer a outros órgão públicos e competentes.

Os sindicalistas Jurandir Franco e Valdir Ramos exigirão a formulação de um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) para resolver efetivamente quaisquer reclamações atuais e problemas futuros de jornada excessiva. “Sem provas, a empresa alega que existe trabalho em sábado alternado. Precisamos regularizar a questão para evitar ilegal sobrecarga laboral. É ainda necessário incluir o feriado do Dia do Gráfico (07/02)”, adiantam os dirigentes. Contudo, alertam os trabalhadores que qualquer avanço nos direitos só ocorrem quando há unidade e participação da categoria.

Além disso, há empregados demitidos que não receberam suas verbas rescisórias. Precisaram acionar a Justiça para buscar receber de forma integral e com as devidas multas. Infelizmente, diante da situação, após tanto trabalho, os profissionais perceberam o perfil patronal atrasado da Index – condição esta que serve de alerta para os que continuam por lá.

Os trabalhadores precisaram acionar a Justiça porque a empresa queria homologar a rescisão de contrato de trabalho deles com parcelando do pagamento das verbas rescisórias em 12 vezes e sem as multas postas. O fato só não ocorreu por conta do compromisso do Sindigráficos em defender os direitos da categoria, que não concordou em homologar. O cenário mostra o perfil combativo da entidade de classe em favor dos empregados e o problema para os trabalhadores quando ainda mantêm-se desorganizados sindicalmente, ameaçando os seus próprios direitos diante da ilusão de ter o melhor o patrão do mundo – ilusão desfeita logo quando observadas as atrasados posturas empresariais. Sindicalize-se!