DIREÇÃO RECONDUZIDA À FRENTE DO STIG JUNDIAÍ POR 96,3% DA CLASSE. COM CLT DESMONTADA, LUTA PRECISA AUMENTAR

Apesar de um cenário de retrocesso político-econômico com a redução  nos postos de trabalho e precarização dos direitos dos empregados, os gráficos da região de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo mantiveram, na última semana, a postura participativa quando o assunto é fortalecer a entidade de classe (Sindigráficos). A maioria deles participou da eleição sindical e 96,3% reconduziram ao comando da entidade a atual diretoria através do voto na Chapa 1 (única), composta por 30% de novos sindicalistas. A categoria fez questão de participar deste processo. Muitas das 12 urnas havia 100% dos votos previstos. Os 24 dirigentes sindicais da entidade, inclusive o presidente reeleito, Leandro Rodrigues, iniciam o mandato a partir de 19 de agosto e assim permanecem nos próximos quatro anos.  

“Agradecemos a confiança da categoria e vamos continuar na luta em defesa da manutenção dos direitos”, reafirma o experiente sindicalista Jurandir Franco, que atuou no processo eleitoral nas cidades de Jundiaí, Campo Limpo e outras. A votação em Vinhedo e Valinhos também foi bem positiva. A região foi coordenada pelo dirigente Valdir Ramos. Ele aproveita o contexto para alertar os gráficos da necessidade de elevar a unidade e organização em torno do Sindicato, pois a reforma trabalhista, aprovada ontem, irá destruir os direitos e a representação sindical.

Com tal nova lei em favor do patrão, só a luta dos trabalhadores pode reduzir seus efeitos negativos. Portanto, a manutenção dos direitos, como estão hoje, dependerá mais do que nunca, da expressiva sindicalização e da  participação da classe nas lutas vindouras contra tamanho desmonte.

Rodrigues conta que está com muita disposição de luta para conduzir os trabalhos sindicais. Mas ele ratifica que somente a maior organização da categoria através da sindicalização e a participação dela em defesa dos direitos poderá enfrentar os retrocessos postos na nova lei trabalhista. Ela permite ao patrão, por exemplo, definir direitos abaixo da CLT.

Só a força dos gráficos, juntos e em torno do sindicato, pode se contrapor  a este absurdo. “Se estivermos coesos, vamos usar tal aberração desta lei  para exigir evolução de direitos e não a redução ou extinção deles”, diz. Outra lei retrógrada, a da terceirização da mão de obra gráfica e qualquer outra, também só não precarizará os direitos e remunerações da classe se a categoria se sindicalizar em massa e participar ativamente da luta.

Os prejuízos com a reforma trabalhista serão amplos e carece da reação dos trabalhadores na mesma dimensão e na direção contrária para que não se consolidem neste novo período. “Portanto, o nosso mandato no comando do Sindigráficos nos próximos quatro anos será neste sentido”, realça Rodrigues.

Os antigos e novos sindicalistas da chapa eleita têm esse compromisso, mas será necessário que toda a categoria caminhe nesta direção, sindicalizando-se e, juntos, participando desta luta diária pela manutenção de direitos e salário e a justa valorização da categoria.