DIRIGENTES GRÁFICOS ENCARAM DESAFIOS JÁ NO 1º DIA DO MANDATO E RECEBEM APOIO DO MOVIMENTO SINDICAL

Do futuro ninguém sabe, mas o cenário previsto pode ser mais difícil do que hoje para os trabalhadores, mesmo se superar a crise econômica e se os postos de trabalho voltarem a crescer como nos governos Lula, quando foram criados mais de 14 milhões de novos empregos no país. E a conjuntura tende a ser mais difícil devido os efeitos da flexibilização imposta aos direitos trabalhista contidos na reforma trabalhista. Tal lei foi criada por Temer e aprovada por seus deputados e senadores aliados, ligados a quase totalidade dos partidos do PMDB, DEM e outros, como o PSDB, do então governador Alckmin e do prefeito Doria. O fato é que essa lei entra em vigor 11 de novembro, poucos dias após a data-base do gráfico. Mas da forma que foi escrita, pode ser ‘derrubada’ na prática, se combatida pelos trabalhadores através da sua unidade e organização por empresa em torno do seu sindicato de classe (Sindigráficos), a fim de juntos pressionarem donos de cada gráfica e jornal a não aplicá-la.

Este e mais cenários foram repassados aos novos e velhos sindicalistas da classe (eleitos há pouco por mais de 96% da categoria), durante o 1º dia do mandato deles que se iniciou no sábado da semana passada. Neste dia (19), foi feita uma reunião de formação política e planejamento de ação de todos, que já começa a partir da atual campanha salarial que se inicia domingo (3), às 9h, com assembleia geral na sede regional em Jundiaí. Na reunião, o doutor em Ciências Sociais Paulo Malerba, ex-vereador de Jundiaí, o experiente militante e jurista Luis Carlos Laurindo e o presidente da Confederação Nacional dos Gráficos, Leonardo Del Roy falaram da conjuntura detalhada e sobre os desafios e a necessária resistência.

“Assumimos este mandato e teremos um papel mais difícil do que antes, mas continuaremos organizando e representando os gráficos, os quais precisam mais do que nunca defenderem conosco seus direitos contra a reforma trabalhista”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O mandato de cada um dos 23 dirigentes gráficos seguirá até o dia 19 de agosto de 2021. Até lá, os desafios podem ser superados e vitórias conquistadas, desde que a categoria se sindicalize para fortalecer a luta, sobretudo contra a materialização da reforma trabalhista contra direitos.

Os sindicalistas já tiveram inclusive amplo apoio durante suas posses na direção sindical. O evento, que foi realizado na última quinta-feira (24) na sede regional de Jundiaí, foi bastante prestigiado por dirigentes do movimento sindical da região e outras localidades da categoria gráfica e diversas classes profissionais. Ao todo, líderes de 20 entidades distintas compareçam na posse. Vários até exaltaram o trabalho do Sindigráficos, sobretudo o sindicalismo combativo e de base, junto dos trabalhadores nas empresas da região, feito nas últimas décadas em defesa de todos.

Dentre as entidades no local, apesar da diversidade ideológica/política, elas foram à posse dos sindicalistas gráficos, como representantes da CUT, Nova Central, Intersindical e etc., conferindo prestigio ao Sindicato dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região (Sindigráficos). Na lista de entidades presentes, participaram, por exemplo, dirigentes dos trabalhadores de Jundiaí do Vestiário e Calçados; Bancários; Motoristas de Carga; Metalúrgicos; Construção Civil, Rodoviários; da Alimentação; professores do Estado; e Associação dos Aposentados e Pensionistas. Além deles, dirigentes dos Químicos de Vinhedo; Transporte de Osasco; dos Sindicatos dos Gráficos de Sorocaba; Barueri; Campinas e outros, inclusive da Federação Paulista e Confederação Nacional dos Gráficos.