DISTORÇÃO LEVA MEDO AO GRÁFICO E PODE FAZER DELE ATÉ COAUTOR DA IMPUNIDADE PATRONAL CONTRA SEUS DIREITOS

Embora pouco visibilizada pela mídia, trabalhadores encontra-se numa situação terrível, acuados pelo desemprego, que em 2017 foi o maior da série histórica do IBGE, na Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio Mensal. Encontram-se acuados ainda pela retirada de direitos com a lei da reforma trabalhista de Temer, a qual limite até o acesso à Justiça do Trabalho. A lei barra o acesso gratuito e impõe sanções financeiras ao réu – cenário bem divulgado pela mídia. E, nos últimos meses, parte da mídia-patronal, que encampou outro golpe de Temer ao povo, dizendo que a reforma previdenciária é boa, mesmo pondo fim a aposentadoria na prática, divulga que o número de ações trabalhistas caiu pela metade no 1º mês após a validade da nova lei trabalhista e passou a mostrar de forma recorrente casos de alguns réus condenados pela Justiça a pagar o patrão, depois de perderem a ação por não demonstrarem tais provas.

Com isso, o Sindicato do Gráfico de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região (Sindigráficos) alerta a toda a classe trabalhadora que esta midiatização distorcida está contribuindo para ampliar um terrível efeito psicológico coletivo de medo sobre empregados na hora de decidirem acionar (ou não) a Justiça, mesmo quando o seu direito é sonegado pela empresa.  Neste caso, quando desiste de buscar a Justiça, o trabalhador acaba se tornando coautor pela manutenção da injustiça patronal e impunidade, mesmo que de forma indireta, visto que sua omissão mantém o malfeito.

Essa tão alardeada situação, por sua vez, não tem sido sentido no caso dos gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e cidades circunvizinhas. Na região, o Sindigráficos oferece gratuitamente aos gráficos sindicalizados um dos mais atuante e muito qualificado Departamento Jurídico/Sindical. Desse modo, não tem havido problemas técnicos e nenhum risco diante dessas sanções impostas ‘inconstitucionalmente’ pelo governo ilegítimo. “Prevenir sempre é melhor do que remediar. Mas, neste caso das ações judiciais, o gráfico ou outro profissional não devem sofrer qualquer pena se o processo cobra tecnicamente as devidas sonegações do patrão aos seus direitos”, explica Luis Carlos Laurindo, advogado do Sindigráficos.

“Apesar do retrocesso inconstitucional imposto pela nova lei, de modo a forçar nesta redução da busca judicial pelos direitos negados, a reforma não impede que a empresa seja processada frente à sua irregularidade”,  tranquiliza o jurista, que atende os gráficos na sede regional em Jundiaí (toda manhã nas 2ª feiras), na sede regional em Vinhedo (toda 4ª feira das 10h às 12h) e regional em Cajamar (toda 4ª feira das 14h às 16h). Contudo, a partir da reforma trabalhista, ele alerta aos trabalhadores que o risco e as limitações são reais, devendo, portanto, só procurar o apoio jurídico de quem mostre plena confiança técnica e ética para assumir o seu processo trabalhista, como é oferecido aos gráficos pelo Sindicato.

O medo de entrar com ação judicial só deve ter aquele que busca o que não é real. Do contrário, cautela não pode ser substituída por covardia. “Nunca seremos levianos de colocar em risco a segurança jurídica do nosso gráfico filiado. Faça valer o seu direito e continuamos às ordens. Não caia neste conto do vigário midiático-patronal. Não deixe de buscar o direito negado. A lei continua validando tal direito. Sindicaliza-se AQUI e conte gratuitamente com a nossa assessoria jurídica, coordenada pelo experiente Dr. Luis”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.