DOMINGO DOS GRÁFICOS COMEÇA COM ASSEMBLEIA E DEPOIS TORNEIO DE TRUCO/DOMINÓ E SHOW SERTANEJO

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Chegou a hora de cada gráfico e gráfica fazer o exame de consciência sobre sua vida e decidir qual será o seu papel na campanha salarial que iniciará neste domingo (11). À depender da participação de cada um, o resultado poderá ser favorável, ou trará prejuízos. Só haverá conquistas, portanto, se cada um fizer a sua parte. Consciente do seu papel neste processo, o Sindicato da categoria (Sindigráficos), já promoveu quatro plenárias regionais em Cajamar, Vinhedo, Bragança Paulista e Caieiras. E, agora, convida todos para a assembleia geral, que ocorrerá domingo (11), a partir das 8h, na sede da entidade em Jundiaí. Na ocasião, será deliberado a pauta de reivindicação que será enviada ao setor patronal. Depois, o domingo será de lazer na sede do Sindicato. Na programação, haverá torneio de Truco e Dominó e o show da dupla sertaneja Ryan & Axel, acompanhado de churrasco e bebida para os gráficos associados.

4Mais do que nunca a participação em massa da categoria nunca foi tão indispensável. Isto porque além da habitual pressão patronal para negar o justo reajuste salário e melhorias nos direitos da categoria, os patrões continuarão se aproveitando do discurso da crise econômica e do apoio do novo presidente do País para buscar baixar salários e retirar direitos, inclusive aqueles já contidos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).  “Será necessário muita unidade, organização e mobilização da classe”, alerta os trabalhadores o presidente do Sindicato, Leandro Rodrigues.

O sindicalista realça que esta campanha salarial será mais difícil do que às anteriores porque a classe trabalhadora corre grande risco de voltar as políticas públicas de arrocho como ocorrera no passado antes dos governos do Lula/Dilma – período onde os gráficos e demais categorias, por exemplo, não conseguiam aumento real, muito menos avanço nos benefícios sociais na CCT, lutava-se apenas pela recomposição salarial.

2-2“Já nos últimos 13 anos, apesar da crise atual e do desemprego, a maior parte deste período foi marcado por conquistas de direitos e os reajustes salariais acima da inflação, além da valorização de gênero e etc.” frisa  Marcelo Souza, diretor do Sindicato.

Dentre os avanços, por exemplo, para os gráficos nos últimos 13 anos, apesar da críticas de muitos aos governos de Lula/Dilma, a categoria conseguiu o reajuste salário acima da inflação a partir de 2004 até 2014. Foi neste período que até os patrões tiveram seus maiores lucros, houve inclusive a modernização do parque gráfico, com a aquisição de várias máquinas e equipamentos mais novos. Neste período também ocorreu o avanços nas cláusulas da CCT, como a PLR com valores pré definidos, bem como os produtos da cesta básica, além do auxílio-creche maior.

3-3No entanto, a campanha salarial deste ano será marcada pela inversão desta política pública de valorização do salário e de direitos trabalhistas. “Em sua primeira fala como presidente após o impeachment de Dilma, Temer anunciou que iria fazer a reforma das leis trabalhistas, que dará poder ao patrão para negociar a redução e exclusão de direitos atuais”, alerta Rodrigues, explicando que os patrões já tentam fazer isto sem o apoio da lei, imagina com a mudança da lei para facilitar estes ataques.

“Temer chegou não para acabar com a crise, mas a crise dos patrões às custos da classe trabalhadora”, diz Jurandir Franco, diretor do Sindicato, explicando que isso ocorrerá porque Temer atende ao interesse político do projeto neoliberal que atenderá o setor produtivo empresarial, como é defendido no programa do seu partido, chamado Ponte para o Futuro. Nele, constam as reformas trabalhistas, previdenciária e a terceirização.

Contexto histórico sociopolítico

5“A classe trabalhadora ainda não notou que Temer representa o projeto político para atrasar as conquistas socioeconômica e política dos mais pobres do Brasil”, conta o advogado do Sindicato, Luis Carlos Laurindo, explicando que haverá a inversão da política de inclusão pela neoliberal.

O jurista explica com base no que representou cada presidente depois da reabertura política após do Golpe Militar: Collor foi da globalização e a abertura da fronteira nacional para outros mercados internacionais; Itamar iniciou a privatização das estatais do País; FHC deu continuidade privatizações e aplicou a cartilha política do Estado Mínimo, ou seja, menor participação do estado nas políticas públicas fundamentais; Lula, por sua vez, chega para inverter esta lógica e muda as prioridades com o novo período de inclusão e valorização social e distribuição de renda.

Dilma dar continuidade ao projeto iniciado por Lula, enfrentando um crise no segundo mandato; Temer chega para estacar esta política, a fim de restabelecer o neoliberalismo e o Estado Mínimo novamente. “O problema é ainda maior, pois Temer não apenas estancará, mas atacará os direitos trabalhistas e previdenciárias de longas décadas”, esclarece Laurindo. As reformas trabalhistas defendidas pelo Temer combaterá as leis da Consolidação das Leis Trabalhistas e da Constituição Federal, bem como os direitos contidos na Convenção Coletiva de Trabalho.