DOMINGO É ELEIÇÃO. DIA QUE O TRABALHADOR TEM PODER NA SUA MÃO. VOTE CONSCIENTE. EXERÇA A SUA CIDADANIA

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Embora trabalhem e recebam com dignidade seu salário para sobreviver e sustentar sua família, cerca de 80% dos trabalhadores das gráficas em  Jundiaí, Cajamar, Vinhedo, Valinhos, Caieiras  e em mais 22 cidades da região recebem o piso salarial  da classe.  Outra parcela não recebe uma remuneração muito maior. Com isso, é importante que as políticas públicas básicas de cada município, como postos de saúde e hospitais, creches e escolas, transporte e moradia, por exemplo, sejam levadas a sério pelo prefeito e vereadores locais, sob pena de deixar vulneráveis a classe trabalhadora e seus familiares. Encobre-se, portanto, de grande relevância a consciência do gráfico e a sua atuação cidadã no momento do voto nas eleições municipais deste domingo (2). Esta é a orientação do Sindicato dos Trabalhadores da categoria na Região (Sindigráficos).

2“O gráfico precisa escolher candidatos oriundos da classe trabalhadora e que representem o interesse desta parcela esquecida por muitos dos políticos no cotidiano”, diz Marcelo Sousa, diretor do Sindigráficos. Não basta escolher políticos trabalhadores, é preciso saber do seu passado e que tenham uma plataforma política que defendam saúde, educação, transporte, moradia e inclusive até a geração de emprego e a adequada condição de trabalho na sua pauta. O trabalhador precisa se afastar de político ligado à iniciativa privada. É bom se afastar sobretudo daqueles empresários/políticos ligados a áreas básicas, pois, se ganham dinheiro com isso, certamente, priorizarão a privatização desses setores ao invés  de fortalecer a coisa pública, gratuita e de qualidade para a população.

Não troque seu voto por coisa alguma, porque, além de crime eleitoral,  serão longos quatro anos de péssimos gestores e parlamentares contra você, que, logo observará que não valeu venda o seu voto. Lembre-se ainda que cada partido representa um amplo programa político, alguns  voltados a investir nas políticas públicas e outros na iniciativa privada, independente do que defende o candidato. É importante também saber que há limites de orçamento e de função do prefeito e dos vereadores.

3Muitos prometem coisas impossíveis para a receita do município, ou que vai de contra o seu poder. O prefeito cuida do orçamento e investe no que acha que é prioritário: pode investir mais em saúde e educação para a população, ou negar estas questões. Já o vereador, fiscaliza ações e o orçamento recebido e aplicado pelo prefeito, além de propor leis locais.

“Muito cuidado com as falsas promessas. Se o candidato a prefeito ou a vereador está prometendo outras coisas que ultrapassam o uso do que a receita da cidade permite, ou que ultrapassa as funções do cargo, não votem neles, pois, já estão enganando você antes de ganharem”, diz o advogado do Sindigráficos, Luis Carlos Laurindo. Apesar do município está dentro do Estado e do Brasil, e de precisar de recursos e políticas dessas esferas, o prefeito e os vereadores não têm nem dinheiro e nem poder para prometer políticas que cabem as estas esferas superiores.

4O prefeito e os vereadores devem cuidar localmente de modo a fazer a vida melhor de seus moradores. A questão do transporte, por exemplo, é uma das competências. Até hoje, os gráficos da empresa Jandaia, em Caieiras, sofrem com a mudança de uma linha de ônibus que os deixam esperando mais tempo no ponto expostos à criminalidade tarde de noite. E uma lombada, para diminuir o risco de acidentes, só foi colocada na frente desta empresa há anos, por conta da pressão do Sindigráficos.

A questão da saúde também é uma tarefa que prefeitos e vereadores devem priorizar, coisa, que, por exemplo, fica a desejar em Cajamar. O hospital da cidade é prova disso. Após anos de pressão do movimento popular, inclusive a atuação do Sindicato, que o hospital foi reformado e voltou a ter UTI e passou a ter mais ambulâncias e uma unidade infantil.

5“Os gráficos e morados de Pedreiras e de outras cidades menores, por exemplo, sofrem com a precariedade na saúde pública. É comum ver ônibus dessas cidades para aproveitar o atendimento de municípios maiores e que investem nesta questão, a exemplo de Jundiaí”, explica Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos. Por falar em pressão social e em Jundiaí, um exemplo positivo de política pública em transporte boa para os trabalhadores é a bilhete único e tarifa social nos coletivos.

“Domingo é importante que cada gráfico tenha tudo isso na consciência. Não vote por amizade, por troca de favores ou por coisas. Não vote em político que promete o que não tem ou não pode. Não vote em quem não passa ou que sofre o que enfrenta o trabalhador. Vote em quem vai representar o interesse da classe trabalhadora”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O sindicato não indica candidato, mas tem a obrigação de alertar o que é um bom e ruim candidato para sua cidade. Portanto, reflita sobre as orientações dadas e exerça a sua cidadania.