DOMINGO É ELEIÇÃO. DIA EM QUE O TRABALHADOR E O PATRÃO TÊM O MESMO VALOR. CADA UM SÓ TEM UM VOTO. VOTE CERTO

Domingo é dia de eleições – é um dos poucos momentos na democracia onde o trabalhador tem a mesma importância dos patrões. Cada um só tem um voto. A única diferença é que tem mais trabalhadores que patrões.  E, durante as últimas semanas, candidatos disputam o voto do gráfico e dos demais profissionais. Ficou claro inclusive quem têm projetos contra direitos trabalhista e previdenciário. Ao invés de garantirem a revogação da reforma trabalhista de Temer, que retirou 100 direitos, muitos manterão e até anunciaram a ampliação dos ataques, se eleitos. Bolsonaro defende inclusive que o trabalhador deve escolher o emprego ou direitos através da carteira verde-amarela. Diz ainda que mulher deve ganhar menos que o homem. E o seu vice-presidente, Morão, criticou até o 13º salário e o valor adicional pago pelos patrões aos empregados quando tiram férias. Sem falar no economista-chefe de Bolsonaro, que é anunciado como seu ministro da Economia: Defende mais impostos através da volta do CPMF e Imposto de Renda maior ao trabalhador que ganha menores salários. É tudo isso e mais que está em jogo na hora em que você votar no domingo.

O ataque aos direitos não se limita na candidatura de Bolsonaro, embora esta seja ainda a representação social direta do machismo e do fascismo, além de pseudopatriota, visto que defende a venda das empresas do país. Alckmin, Meirelles, Amoedo e Álvaro Dias também defendem a reforma trabalhista de Temer e apoiarão a reforma previdenciária, caso ganhem. Será o fim do sonho do trabalhador que pensa em se aposentar um dia. A situação não se limita só nos candidatos à Presidência do Brasil. Muitos tentam a reeleição para a Câmara dos Deputados e no Senado, mesmo tendo votado na reforma trabalhista e congelamento de recursos públicos em educação, saúde e segurança por 20 anos. Medidas estas defendidas até por candidatos a governador e para deputado estadual. Se eleitos, a vida do trabalhador só piorará mais enquanto melhorará para os patrões.

Por outro lado, há candidaturas que representam justamente o contrário. Candidatos de partidos, como o PT, PCdoB e PDT que defenderam e que continuam a defender a revogação da lei da reforma trabalhista de Temer e do congelamento das políticas públicas. Contra a reforma previdenciária de Temer e contra entrega do Pré-Sal e do conjunto de empresas do país. Fernando Haddad, 13, é um desses projetos para presidente do Brasil. Não defende retirada do 13º salário e demais ataques aos trabalhadores, mas sim a retomada do emprego e volta da valorização do salário e dos direitos. Há projetos semelhantes no presidenciável Ciro Gomes e Boulos.

Logo, é indispensável o trabalhador votar em um candidato à presidente do Brasil comprometido com os interesses dos trabalhadores. Sem isso, perderá ainda mais do que perdeu com o governo Temer, apoiado pelos partidos de Bolsonaro (17), Alckmin (45). Contudo, pouco se fará se votar apenas em Haddad ou Ciro e não votar também em deputados estaduais e federais, governadores e dois senadores comprometidos de igual forma com as pautas da classe trabalhadora. Vote só em candidatos de partidos que defendem a retomada dos empregos com direitos e não o contrário. Vote apenas em quem não defende o fim das aposentadorias públicas. Vote certo neste domingo. Lembre-se: votar dura alguns instantes, mas as consequências perduram por pelo menos quatro anos. Pense e vote!