ELEIÇÃO: MUDAR NEM SEMPRE É PARA MELHOR. ACORDEM. AINDA HÁ TEMPO. MENTIRA, AMEAÇA E FIM DE DIREITOS SERÃO PIORES PARA OS TRABALHADORES

Neste domingo (28), os gráficos e demais trabalhadores do Brasil podem escolher o novo presidente da nação. Haddad defende a revogação da lei do trabalho de Temer, que retirou um conjunto de direitos do trabalhador, o fim do congelamento por 20 anos dos gastos em Saúde e Educação. Já Bolsonaro passou a ser investigado pelo TSE por fakenews e Caixa 2, tipo de crime considerado pelo juiz Sérgio Moro como pior que a corrupção. E o filho de Bolsonaro disse que basta um soldado e um cabo para fecharem o STF. Tudo isso exposto antes mesmo das eleições deste domingo. Além disso, no último domingo (21), Bolsonaro ameaçou censurar à impressa e de prender ou expulsar do Brasil qualquer uma pessoa que discorde de seus futuros atos, caso se torne presidente. Assim, a democracia brasileira deixará de existir, pois a liberdade de expressão e a defesa pelos direitos acabarão. Ademais, como muitos patrões investem na campanha de Bolsonaro, pois ele falou que o trabalhador precisará escolher o emprego ou o direito, como ficará a classe trabalhadora quando discordar de perder 13º salário, adicional de férias e demais direitos coletivos existentes na convenção coletiva dos gráficos renovada nesta semana com validade até 2020?

“Se o trabalhador ficar neutro apesar de todo o risco bem claro à liberdade de cada um e de seus familiares, da ameaça à democracia, com prejuízos maiores para o trabalhador que perderá direitos sem poderem reagir, é porque gosta de sofrer ou de confundir pesadelo com sonho”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

Muitos trabalhadores inclusive só notaram que foram enganados com a história de seguirem o ‘pato amarelo da Fiesp’ após a perda de seus empregos e direitos com a aprovação da nova lei trabalhista do Temer, que foi só uma das medidas da Ponte para o Futuro. A outra é a Reforma previdenciária, que Bolsonaro defende para acabar com a possibilidade dos trabalhadores conseguirem se aposentar.

Retirando as fábricas de mentiras no WhatsApp e demais redes sociais patrocinadas por empresários apoiadores de Bolsonaro para manipular os trabalhadores contra Haddad, só há mesmo dois projetos em disputa neste domingo: um contrário aos direitos trabalhistas, sociais e humanos (Bolsonaro) e o outro projeto em defesa desses direitos e da democracia (Haddad).

“Se ainda assim tiver alguma dúvida sobre os riscos de perder seus direitos e a sua liberdade se voltar em Bolsonaro, basta se perguntar porque patrões investem R$ 12 milhões só com mentiras em WhatsApp contra Haddad e se queixam de dificuldades financeiras para aumentar o salário dos trabalhadores? Quem sairá perdendo se Bolsorano vencer? Depois será tarde demais. Vote em Haddad pela garantia de seus direitos e pela preservação de sua liberdade para criticar todo político que queira”, orienta Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região.