EM 2018, APÓS A REFORMA TRABALHISTA DO TEMER, CAI 39,6% DAS NEGOCIAÇÕES COLETIVAS (PERDE-SE DIREITOS)

Está mais difícil para os trabalhadores concluírem a renovação de seus direitos junto aos patrões, apesar de a nova lei trabalhista de Temer, apoiadas pelo então governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), em vigor desde novembro último, ter dito que supostamente daria força para o trabalhador negociar com o patronal uma sérias de direitos. Na prática é diferente, como diziam sindicatos, a exemplo do Sindigráficos. As negociações protocoladas no Ministério do Trabalho no primeiro semestre deste ano recuaram 39,6% ante 2017, apontam dados do Salariômetro da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), divulgados nesta quarta-feira (25).

Segundo Hélio Zylberstajn, professor da FEA-USP e coordenador do projeto um dos resultados disso deriva por culpa das empresas que tentam retirar cláusulas (direitos) incluídas anteriormente para os seus trabalhadores, já que a reforma acabou com o princípio de ultratividade, segundo o qual uma convenção de direitos continuava válida se o prazo para que uma nova fosse firmada vencesse. Ou seja, continuava válida mesmo depois da data-base da categoria, no caso dos gráficos da data-base é em 1º de novembro.

FONTE: Com informações do MidiaMix