EM REUNIÃO COM NOVO GESTOR DA ANTIGA RAMI, SINDICATO PROTEGE EMPREGO E DIREITOS DOS GRÁFICOS E BUSCA SAÚDE E ALIMENTAÇÃO

Os 115 trabalhadores da gráfica Rami, adquirida pelo grupo baiano Bomix recentemente, podem ficar mais aliviados com relação à continuidade de seus empregos. Em reunião com o Sindicato da categoria (Sindigráficos), o gestor da controladoria e jurídico da empresa, Felipe Rigaud, confirmou que não haverá nenhum corte durante o processo de transição. Também garantiu que respeitará todos direitos contidos nos contratos de trabalho, inclusive os termos do acordo firmado pela antiga gestão com o sindicato onde dispõe do feriado do Dia do Gráfico e pagamento de 150% de hora-extra se trabalhar nesta data, além do revezamento entre os três turnos de modo a possibilitar o trabalho só de segunda a sexta em um dos turnos.  

Na ocasião, o sindicato também abordou sua preocupação com a saúde dos gráficos do Acabamento e assuntos ligados à alimentação de todos. A entidade apontou para o novo responsável da empresa e interlocutor com o Sindigráficos sobre a situação das trabalhadoras do Acabamento na planta em Jundiaí, as quais estão sendo submetidas a pegar bastante peso com a confecção e remoção de pacotes que poderiam ser menores para evitar o transtorno e possíveis futuros casos de doença ocupacionais

A alimentação dos trabalhadores também está gerando certa insatisfação na unidade por duas questões específicas. A primeira delas foi a proibição de um café improvisado em horário específico na produção para amenizar a fome. A Bomix alega que este hábito pode gerar problemas sanitários nos produtos confeccionados. A justificativa tem total sentido, visto que a gráfica produz itens que podem se contaminar. Todavia, poderia liberar a copa da empresa para a continuidade deste café às 9h, ou, se não for possível, antecipar o horário do almoço, já que o 1º turno começa às 5h.

Outro questionamento do sindicato foi o valor pago agora pela Bomix aos gráficos da Rami pelo vale-alimentação em substituição à cesta básica mensal determinada pela Convenção Coletiva de Trabalho da categoria. Os novos proprietários continuam pagando R$ 100 de vale-alimentação.

O problema é que, segundo a convenção, o valor precisa ser o suficiente para o trabalhador poder comprar todos os alimentos em quantidade e qualidade pré-definidos. O valor, por sua vez, encontra-se deficitário em razão sobretudo das altas repetitivas da cesta básica durante este ano. Felipe anotou todas as questões e se comprometeu em responder em um novo encontro, sem data definida. O sindicato espera que ocorra este ano e convidar todos os gráficos para fortalecer a entidade se sindicalizando.