EM TEMPO DE TERCEIRIZAÇÃO, GRÁFICA AMPLIA JORNADA ATÉ DOS NÃO SUBCONTRATADOS. SINDIGRÁFICOS REAGE

A lei da terceirização total do trabalho mal foi aprovada pelo Temer sem a garantia dos direitos da Convenção Coletiva de Trabalho dos gráficos, e já há empresa descumprindo direitos dos empregados que nem são subcontratados nas empresas do ramo. Uma denúncia acaba de revelar que um dia a mais de trabalho foi inserido na jornada semanal dos funcionários da Index Label, que fica localizada na cidade de Cajamar. Além de incluir o labor no sábado e mudar o expediente na semana, as queixas ainda apontam o abuso de autoridade/assédio moral e a falta de pagamento das verbas rescisórias dos demitidos. A empresa ainda tem sido denunciada por não depositar o FGTS, contrariando a lei fundiária, e paga a cesta básica mensal abaixo do valor definido pela convenção. O  Sindicato da classe (Sindigráficos), que não atura ataque aos direitos, logo entrou em ação e a empresa terá de se explicar nesta quinta-feira (6), às 15h, durante uma reunião no Ministério do Trabalho em Jundiaí.

O trabalhador terceirizado costuma ter uma jornada maior como indicam as pesquisas do Dieese, porém, mesmo assim, Temer aprovou tal lei e permite que o gráfico seja subcontratado. “Mas, conforme reclamações,  apesar dos 40 gráficos na Index Label não serem subcontratados, a empresa já ampliou um dia de trabalho de forma arbitrária e já mudou o horário do expediente durante os dias de semana”, fala Jurandir Franco, diretor sindical que acompanhará o caso no Ministério. Ele defenderá um acordo de jornada de trabalho com dias e horários negociados, sem que seja prejudicado o convívio familiar e a vida social dos funcionários, como a empresa fez ao incluir o sábado como um dia a mais de labor.

“Temos pressa neste caso, ainda mais porque há denúncias de abuso de autoridade/assédio moral contra os trabalhadores”, explica Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O tratamento rude do qual relata ter recebido um funcionário do sindicato quando esteve na empresa, fez o Sindigráficos agilizar o processo porque suscitou grande preocupação de como será então o tratamento dado aos empregados da empresa. Assim, logo após uma semana das queixas de irregularidades, inclusive o não pagamento do FGTS e de verbas rescisórias, haverá tal cobrança sindical na mediação que acontecerá no Ministério. Será exigido ainda a atualização do valor da cesta básica conforme obriga a Convenção da categoria. A Index só paga R$ 84, quando o valor médio é de R$ 120.

Enquanto os direitos trabalhistas destes gráficos continuarem em vigor, apesar de Temer querer aprovar a reforma da lei trabalhista para reduzir mais direitos da classe, além da exclusão já colocada por ele através da lei da terceirização total da mão de obra, o Sindicato continuará lutando em prol de toda a classe, até mesmo do gráfico da Index que continua insistindo em ficar desprotegido sem a devida sindicalização. Contudo, é bem comum desmandos patronais, como estes denunciados na Index, quando os gráficos optam em ficar desprotegidos sindicalmente. Filiem-se AQUI. Fortaleçam a organização sindical para protegerem seu direito.