EMBORA PRODUZA BÍBLIA, SÍMBOLO MAIOR DA JUSTIÇA DIVINA, CASA PUBLICADORA SONEGA DIREITOS DOS TRABALHADORES

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“Até a cesta básica dos trabalhadores do novo galpão era negada pela empresa”, conta indignado Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos.

Apesar de produzir a Bíblia Sagrada e demais artigos religiosos, a Casa Publicadora, situada no município da Várzea Paulista (SP), esquece dos valores da justiça, quando se trata de honrar com os compromissos trabalhistas. A empresa está expandindo os negócios. Já inaugurou outro galpão para a produção e quase dobrou os postos de trabalho. Entretanto, os gráficos do novo espaço não tiveram registrada as suas Carteiras de Trabalho.

Desse modo, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Gráfica (Sindigráficos) de Jundiaí, que é o verdadeiro defensor dos oprimidos da classe trabalhadora, entrou no caso e foi até à empresa na quarta-feira (11) e na quinta-feira (12), visando confirmar a denúncia para tirar os funcionários da clandestinidade. A irregularidade foi confirmada por uns 20 trabalhadores e a empresa reconheceu a falha, tendo portanto que se comprometer em corrigi-la ainda neste mês de março.

Além disso, o Sindigráficos investigou e descobriu outra irregularidade na empresa produtora de Bíblia. Ela estava pagando abaixo do piso salarial. “O menor salário dos gráficos das cidades do Estado de São Paulo é de R$ 1.280,40, porém a Casa Publicadora vinha burlando este direito de todos os trabalhadores”, diz Jurandir Franco, dirigente sindical responsável por acompanhar os trabalhadores da Várzea Paulista. Ele informa que a blitz do sindicato garantiu que o piso fosse reajustado e pago adequadamente já na última folha de pagamento dos funcionários.

“Até a cesta básica dos trabalhadores do novo galpão era negada pela empresa”, conta indignado Franco. Diante da pressão do sindicato, a Casa Publicadora garantiu que entregará o benefício já na folha salarial de março.

O sindicalista garante que acompanhará tudo de perto, e, com o auxílio das informações dos trabalhadores, saberá se a empresa cumpriu todas as adequações anunciadas depois da intervenção do Sindigráficos. Ou seja, a empresa deve registrar os funcionários e conceder a cesta básica deles, além de manter o piso salarial correto.

FlexCorte

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“Até o final deste mês, vamos buscar fazer valer os diretos desses trabalhadores através de ações na Justiça do Trabalho”, garante o diretor sindical Valdir Ramos.

Pago se quiser. É assim que o dono da recém-extinta empresa FlexCorte, que ficou aberta somente por alguns meses na cidade de Valinhos, pensa que fará com seus funcionários. Na verdade, o empresário garantiu que não os pagará pelo tempo de trabalho prestado. Ele também não registrou a Carteira de Trabalho dos empregados. O fato foi denunciado ao Sindigráficos que entrou no caso.

“Até o final deste mês, vamos buscar fazer valer os diretos desses trabalhadores através de ações na Justiça do Trabalho”, garante o diretor sindical Valdir Ramos. Ele conta que já começou a convocar os gráficos para explicar a eles sobre todos os procedimentos cabíveis para entrar com a ação.