EMEPÊ, LOTADA DE SERVIÇO E SOB TENSÃO DE GREVE, TERÁ DE INFORMAR HOJE SE PAGARÁ O GRÁFICO PELO DEFINIDO NO PPR

No fim desta sexta-feira (31), completa o prazo de 72 horas da notificação sindical dada à Emepê, após assembleia com os gráficos nesta semana. O documento cobra da empresa o cumprimento do Plano de Participação dos Resultados (PPR) em vigor, firmado com o Sindigráficos e aprovado pelos trabalhadores. Objetiva evitar o abuso da descontinuidade unilateral do plano. E garantir o pagamento dos valores devidos e pré-definidos no referido acordo. A notificação dá legalidade aos empregados para defenderem o cumprimento do plano. Dá inclusive autonomia para paralisar o trabalho depois que terminar hoje o prazo determinado pela lei de Greve no Brasil.

A empresa tem até o fim do dia para a abertura de diálogo com o sindicato da categoria. A Emepê, que está lotada de serviço, e vinha contando com a total dedicação dos funcionários, é a responsável direta pelo clima tenso atual. Apesar do esforço dos trabalhadores para com as metas produtivas definidas pelo PPR, a gráfica os comunicou que não pagará o valor posto pelo plano, mas um montante muito abaixo do acordado previamente. De forma autoritária, sem nenhum diálogo com a entidade representante dos gráficos, quebra a confiança dos trabalhadores e tentar impor um prejuízo financeiro sobre eles, mesmo depois deles cumprirem sua parte do plano.

O Sindigráficos lembra à empresa que continuará firme na luta em defesa da classe, sendo a única entidade legal que representa a mesma. Estará sempre ao lado da categoria, apoiando a decisão que ela tomar em prol de seus direitos e respeito com quem produz na empresa diuturnamente. Exige da gráfica o respeito aos profissionais através do cumprindo do PPR. “É preciso pagar a 2ª parcela do PPR no valor mínimo de R$ 725. E que inicie as negociações para construção de um novo plano, inclusive com avaliação de metas”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato.

Embora tenha motivo suficiente, a notificação de greve está colocada não só pela tentativa da Emepê de impor uma perda financeira ao gráfico. Não se trata só de uma diferença no valor do PPR, embora já caiba uma greve, uma vez que a gráfica tomou a decisão autoritária de descumprir o plano. A notificação tem um objetivo amplo. Visa ser o freio contra novos abusos. “Se o gráfico da Emepê aceitar tudo calado, primeiro descumprem o valor do PPR, depois tiram o PPR e o retrocesso não para por aí”, diz Leandro.

Se nada for feito, outros direitos correm perigo. O dirigente lembra que há outros benéficos acordos na empresa para além do PPR, firmados diante da unidade e mobilização dos gráficos da Emepê em torno do Sindicato. Há anos, por exemplo, a jornada semanal de trabalho é de 41h30. Todos têm o feriado do Dia do Gráfico, que este ano será na próxima sexta-feira. Possuem descontos menores no vale-transporte, vale-alimentação e etc. Entretanto, todos os acordos têm prazo de validade. Portanto, se o abuso patronal for tolerado, como o atual no PRR, mais direitos serão trucidados.