EMEPE PROMETE CONTRATAR MAIS GRÁFICOS PARA EVITAR A IMPOSIÇÃO DA JORNADA DE TRABALHO EXCESSIVA

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Nos últimos três anos, mesmo com crise econômica em curso, a Gráfica Emepe, em Vinhedo, quase dobrou o número de trabalhadores, subindo de 150 para 285 gráficos. E a empresa convive ainda com alta demanda produtiva neste ano. Apesar do cenário excelente, ao invés de contratar mais funcionários para dar conta da produção maior, a Emepe optou por impor uma elevada jornada de trabalho sobre os funcionários nos meses de janeiro e fevereiro, conforme denúncias postas e já confirmadas junto à Gerência de Recursos Humanos, durante reunião com o sindicato da categoria (Sindigráficos) no mês passado. No período, houve denúncias de uma forte pressão e assédio de chefias sobre funcionários das área de Impressão, Corte e Vinco e do Acabamento Manual para fazer hora-extra quase que diárias. A empresa, por sua vez, garantiu que apurará a situação junto às chefias, negando estimular tal prática. E para monitorar e evitar excesso de jornada, instalará roletas com leitura biométrica para acompanhar a jornada de cada gráfico, a fim de evitar carga excessiva. Outra medida anunciada foi a de contratar mais gráficos, caso volte a ter novos picos produtivos, como ocorrera nos primeiros meses de 2016.

emepe1“Esperamos que a Emepe continue com a prática que vinha adotando ao longo dos últimos três anos, contratando mais diante da elevação produtiva”, frisou Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, dando   voto de confiança às ações anunciadas pela empresa durante a reunião com a gerente de Recursos Humanos da empresa, Ednéia Marchetti, pois visam evitar jornada de trabalho excessiva, como já vistas este ano.  Marchetti explicou que houve uma bolha de serviço acumulada nos dois primeiros meses, mas já foram regularizados, voltando à normalidade. Contudo, a gerente afirmou que contratará mais se houve um novo pico.
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O sindicato adianta que vai acompanhar a situação para que isto ocorra de fato, bem como não volte a ocorrer situações de pressão e assédio de chefias sobre o trabalhador para ele fazer hora-extra sem negociação e planejamento. “Aguardamos, portanto, a resposta da apuração sobre  as denúncias dos abusos das chefias nos primeiros meses deste ano”, cobrou Valdir Ramos, diretor do Sindigráficos, relembrando as queixas referente a trabalhadores que foram forçados a fazer hora-extra quase que diárias, sem negociação previa ou concordância dos empregados.

A instalação das roletas eletrônicas, separando o local da produção dos outros espaços da empresa, seja do espaço para a refeição ou demais áreas, é outra ação anunciada pela Emepe, que está sendo aguardada pelo Sindicato. “Esperamos que seja rapidamente instalada e funcione efetivamente para melhor controlar a carga-horária de cada gráfico, a fim de deixar de penalizá-lo com novos episódios de jornada excessiva.