EMPREGO NÃO É BICO. GRÁFICOS MANTÊM DIREITOS COLETIVOS. DENUNCIE FALHA DA EMPRESA AO SINDIGRÁFICOS E ASSOCIE-SE

Emprego não é bico. Logo, salário, direitos e condições de trabalho dos empregados têm que ser respeitados pelas empresas, apesar do golpe posto na nova lei do trabalho dos congressistas aliados de Temer, como o deputado Miguel Haddad (PSDB), que aprovou a reforma trabalhista a qual deixa excluir direitos e reduziu 408 mil empregos só em dezembro. Porém, graças a luta da última campanha salarial, os 6 mil gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região mantêm os direitos convencionados e o direito de ter o seu sindicato (Sindigráficos) para lhes representarem. Assim, o sindicato fará várias blitz nas próximas semanas no intuito de fazer cumprir todos direitos da convenção coletiva de trabalho da classe. Todo gráfico não pode vacilar. Não aceite perder direitos. Sindicalize-se e acione o Sindigráficos.Denuncie a irregularidade. O sigilo é garantido.

O menor salário do gráfico não pode ser inferior a R$ 1,566,40. Este é o valor do piso normativo definido pela campanha salarial. A cesta básica mensal e a PLR anual continuam mantidas dentre o conjunto de mais de 90 direitos convencionados da categoria, expostos no site do sindicato. Já surgiram as primeiras queixas de que há gráficas descumprindo tais direitos. O Sindigráficos vai apurar reclamações sobre o não pagamento do piso salarial dos trabalhadores da gráfica Rubimar em Pedreiras. As queixas também citam a não distribuição da cesta de alimentação e que a PLR não é paga – direitos estes que, quando negados, implicam em várias sanções e multas por descumprimento da convenção, facilmente identificáveis e aplicadas pela Justiça do Trabalho, quando é acionada.

“Já voltamos a acionar o Ministério do Trabalho para intervir nos casos das gráficas denunciadas. Já temos reuniões solicitadas no órgão para a correção das irregularidades e suspeitas e até pedidos de fiscalizações nas empresas, podendo elas ter autuação e multas, se mantidas falhas”, conta Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos. Não importa a distância ou o tamanho da empresa, os direitos do gráfico são para ser cumpridos e se o trabalhador estiver disposto a defendê-los, só precisa denunciar e se filiar à entidade de classe para dar-lhe condições para entrar no caso.

A sindicalização geral dos gráficos, a partir deste ano, torna-se mais que vital diante dos efeitos da nova lei trabalhista contra a representação da classe, apesar dela ter sua nova direção eleita com 96% de aprovação.

“Apesar de ter patrões achando que com Temer e a Fiesp podem fazer de tudo contra gráficos e contra o Sindigráficos, eles estão enganados. Seja na esfera jurídico-administrativa, mas sobretudo na organização da unidade e luta da classe, mostraremos que é possível garantir a justiça social a partir do direito ao trabalho decente”, realça Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato. Sindicalize-se e denuncie. O sigilo é garantido!