EMPREGOS PARA OS GRÁFICOS RESSURGEM COM A CHEGADA DE EMPRESAS E CONTRATAÇÕES EM OUTRAS

Apesar da crise econômica no país que não se resolverá enquanto durar a crise política, promovendo prejuízos significativos no setor produtivo, o emprego começa a ressurgir em gráficas de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região. Os postos de trabalho têm surgido através de novas empresas que se instalam no local, a exemplo da H Rosa, SIGN Gráfica Expressa, Companhia Metal Gráfica Paulista (CMP), Mazda e outras. Os empregos também têm sido gerados em antigas grandes empresas na área, como na gráfica Rami, que acaba de ampliar de 100 para 125 funcionários; e na CCL Label, elevando quadro profissional de 260 gráficos para 320. Já há até empresas recontratando depois de ter passado pelo período de demissões antes, a exemplo da Log&Print.  Outro caso são aquelas que ampliam a produção e insistem em não contratar, como na Bercron.      

Um único caso definitivo do fechamento de uma gráfica na região foi o da Big Graphic, onde demitiu 40 trabalhadores. Porém, segundo avalia o presidente do Sindigráficos, Leandro Rodrigues, a situação só ocorreu por conta da mudança de estratégia de negócios da multinacional que controlava a empresa, decidindo fechar o seu segmento gráfico.

Outra que parou as atividades foi a Multipel, em Várzea Paulista. No entanto, uma empresa logo foi aberta em Cajamar, a CMP. Em Caieiras, tem ainda a  Mazda (120 funcionários), do setor gráfico de Embalagens, que o sindicato iniciou as articulações para o justo enquadramento sindical.

Chegou também na região a SIGN Gráfica Expressa, em Valinhos, com cerca de 60 trabalhadores, entre metalúrgicos, gráficos e comerciários.  “Já confirmamos que 12 são gráficos e continuamos analisando se há outros para serem enquadramos como tal”, fala Rodrigues.

Outra que chegou este ano e já está operacional é a gráfica H Rosa, em Cajamar. Ela já possuiu 83 trabalhadores e está procurando mais. Está a procura de gráficos para os setores de Guilhotina, CTP, Impressão e Bloquista. O Sindigráficos lembra que não se trata de substituição de gráficos, mas de novas contratações. Processo este que está acontecendo em outras empresas do ramo, a exemplo da Rami e CCL, ampliando seu quadro.

O cenário mostra que as coisas começam a mudar. Porém, conforme denuncia Jurandir Franco, diretor do sindicato, existem empresas que continuam mantendo a produção, ou até ampliaram, mas não contratam ninguém, sobrecarregando os já contratados com jornadas excessivas, e mantendo as justificativos de que enfrentam problemas devido a crise. Um delas é a empresa Bercron, em Valinhos, com os atuais 60 gráficos.