EMPRESA OS1 DEMITE GRÁFICOS SEM O PAGAMENTO DO FGTS DELES E COM PREJUÍZO AINDA SOBRE O SEGURO-DESEMPREGO

Embora enquanto missão empresarial auto-propõe ao mercado mundial o oferecimento de melhores soluções de produtos e serviços em sinalização do varejo, a empresa OS1, em Atibaia, demitiu alguns gráficos sem pagar o FGTS de nenhum deles. Diante da atitude da empresa, os trabalhadores se viram desamparados sem Ministério do Trabalho, extinto pelo governo atual, e sem a homologação sindical de suas rescisões contratuais, que deixou de ser obrigatório devido a nova lei trabalhista do governo Temer. Apesar disso, mesmo ainda não estando sindicalizados, denunciaram a irregularidade ao Sindicato da classe (Sindigráficos), que entrou no caso e cobrou o pagamento de tudo, até da PLR pendente dos trabalhadores da ativa e dos já demitidos.  

Além do problema de não ter um real sequer na conta do FGTS, os gráficos ainda enfrentam dificuldades pelo não recebimento do seguro-desemprego por conta da irregularidade da OS1. “Sem a quitação do fundo de garantia, o governo não autoriza o seguro mensal para o gráfico desempregado”, diz Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos. A situação afeta não somente os demitidos, mas todos os que continuam na ativa. Nenhum tem recebido FGTS. É preciso se organizar em torno do sindicato.

O Sindigráficos, por sua vez, já iniciou a cobrança pela regularização do FGTS, a começar pela solução no caso dos gráficos demitidos. De início, a OS1 informou que enfrenta dificuldades financeiras para a adequação. Porém, independente da situação econômico, Jurandir advertiu que lei se cumpre, não se discute. E a lei do FGTS obriga tal recolhimento mensal. Assim sendo, cobrou da advogada da empresa uma solução imediata ou que assuma o descumprimento da lei, sujeito as penalidades pertinentes.

A advogada da OS1 se comprometeu em apresentar uma rápida solução em breve. O Sindicato lembrou que seu único interesse é de que o direito do trabalhador seja respeitado. A entidade inclusive tomou conhecimento de que todos empregados ativos na empresa estão com o FGTS zerado. “É preciso que seja corrigido essa irregularidade também. Sem isso, estes profissionais terão a mesma dificuldade enfrentada pelos gráficos agora demitidos, sem FGTS e sem a liberação do Seguro-Desemprego”, conta.