EMPRESARIADO JÁ SE MEXE PARA EMPLACAR PROPOSTAS COM TEMER. TERCEIRIZAÇÃO É UMA DAS PRIORIDADES

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Um dia antes da votação do impeachment acontecer neste domingo (17), um importante jornal do Brasil publicou um matéria onde deixou claro que o empresariado dos setores da Indústria, Agricultura e do comércio não esperou nem a votação começar para iniciar o trabalho em propostas para entregar ao vice Michel Temer (PMDB), caso ele realmente assumir a Presidência do país. E as principais lideranças do setor industrial, ao qual o setor gráfico integra, já listaram pontos estratégicos a serem defendidos e que já contam com o apoio de Temer ao comparar com a posição já defendida por seu partido no Programa Ponte para o Futuro, anunciada há pouco mais de um mês. Os industriais defendem evitar a valorização excessiva do real, aumentar a terceirização da mão de obra e mudar a forma das negociações trabalhistas, permitindo que sejam feitas diretamente com as empresas, desconsiderando os direitos garantidos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). As propostas são ótimas para os empresários, mas, como veem, são terríveis para os trabalhadores. 

temerrrA indústria quer que as negociações trabalhistas sejam feitas diretamente entre empresas e seus funcionários, e os empresários do agronegócio querem juntar o Ministério da Agricultura com o do Desenvolvimento Agrário. Em um cenário mais abrangente, querem medidas de austeridade fiscal.

As propostas ainda não estão prontas, mas vêm sendo discutidas informalmente com emissários de Temer. Entre eles estão os ex-ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha. Também participa o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR).

Por enquanto, eles procuram entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), as federações da indústria de São Paulo (Fiesp) e do Rio (Firjan).

horaextra1Nessa fase, a preocupação da equipe que rodeia Temer é evitar a vinculação direta com grandes empresários para não dar margem à interpretação de que seu governo trocaria a agenda social -marca do governo petista- pela do capital.

“Com um cenário político estável, acreditamos que haverá uma retomada rápida da economia”, disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp. “Temos de fazer um novo pacto social para reconstruir a economia”, disse João Martins, presidente da CNA.

O QUE OS PRINCIPAIS SETORES DA ECONOMIA PEDIRÃO A TEMER

Indústria

– Evitar a valorização excessiva do real (queda do dólar)

– Aumento da terceirização

– Negociações trabalhistas serem feitas diretamente entre empresas e seus funcionários

– Enterrar a CPMF e qualquer outra medida que aumente impostos

 

Agricultura

– Garantia de crédito para produção com taxas mais baixas

– Liberação de pelo menos R$ 750 milhões em recursos para o seguro agrícola

– Flexibilização da legislação trabalhista

– Fim de loteamento político na pasta

 

Transportes

– Acelerar programa de concessões, começando pelas rodovias

– Revisão do modelo de privatização, acabando com o controle das taxas de retorno, e permitindo sistemas mistos de investimento público e privado no caso das ferrovias

 

FONTE: Com informações da FolhaSP