ENQUANTO SE FALA EM CUNHA, TEMER INICIA HOJE O PACOTE DE PRIVATIZAÇÕES PARA DIMINUIR O BRASIL

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Enfim, O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta segunda-feira (12) a cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), colocando um ponto final em um conturbado processo iniciado em novembro de 2015. Todavia, apesar da grande importância deste fato, também ontem (12), o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, falou sobre o programa de privatizações, que reforça o plano do governo Temer de diminuir o tamanho do Estado brasileiro. E este programa já começa hoje (13). Hoje marca o reinício oficial da era das privatizações no Brasil com a chegada do presidente Michel Temer após o impeachment de Dilma Rousseff. Isto porque nesta terça-feira (13), pela primeira vez, a partir de 11 horas, no Palácio do Planalto, o Conselho formado por Temer, ministros e outros gestores se reúnem para detalhar quais as concessões em infraestrutura, as vendas de ativos do governo e mudanças regulatórias. Este conselho é chamado de Conselho do Programa de Parceiras de Investimentos (PPI).

temerO Conselho é composto pelo presidente da República, Michel Temer, pelo secretário executivo do PPI, Moreira Franco, pelos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, do Planejamento, Dyogo Oliveira, da Fazenda, Henrique Meirelles, dos Transportes, Maurício Quintela, de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, do Meio Ambiente, José Sarney Filho, e pelos presidentes da Caixa, Gilberto Occhi, do Banco do Brasil, Paulo Cafarelli, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques.
Ontem, o ministro de Minas e Energia falou sobre o programa de privatizações, que reforça o plano do governo Temer de diminuir o tamanho do Estado e estimular os investimentos para gerar emprego e renda. O ministro destacou a importância de convocar a iniciativa provada na retomada do crescimento econômico.
temer1“O País passa por um momento difícil. O investimento vai ser cada vez menor seja do ponto de vista do tesouro, ou das empresas do governo, pois é um momento de extrema dificuldade. O nosso banco de desenvolvimento na nossa área de atuação vem diminuindo o tamanho da participação. Vamos ter um leilão de energia no final de outubro e o BNDES já reduziu a participação de seu financiamento de 70% para 50%. Cabe a nós do ministério e do governo criar o ambiente o mais favorável para que a gente possa atrair o investimento estrangeiro e aproveitar o câmbio, que está muito favorável”, defende Bezerra Filho.
O ministro também adiantou que na próxima segunda­feira (19), a Petrobras vai apresentar seu planejamento estratégico dando continuidade a um plano de desinvestimento que vinha sendo tocado pelo governo anterior. Há o objetivo de desmobilizar ativos em torno de US$ 15 bilhões.
A questão de gás natural é onde tem uma das grandes oportunidades para o País crescer nestes próximos anos, aproveitando a oferta de gás natural a preço competitivo no mundo. A Petrobras, agora, vai adotar uma lógica empresarial, decidindo o preço e a condução dos seus investimentos”, afirma.
FONTE: Com informações do JC