Entrevista com Leandro sobre dia dos gráficos

Muita gente não sabe, mas no dia 07 de fevereiro comemora-se o dia do profissional gráfico. Essa data foi escolhida para representar importantes vitórias conquistadas por essa categoria, que ao longo do tempo vem contribuindo de forma efetiva para o desenvolvimento do país.

O trabalho, quase artístico, do gráfico permite que existam os livros que educam, os jornais e revistas que informam, os cartazes que comunicam e até os documentos que identificam.

Por isso, essa data é importante, pois todos nós, de uma forma ou de outra, devemos muito do que temos e sabemos a esses profissionais que com empenho e dedicação dão a sua contribuição para do crescimento de todos os brasileiros.

 

Segue entrevista com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Jundiaí e Região, Leandro Rodrigues.

 

 - Por quê 7 de fevereiro é o Dia do Gráfico?

Essa comemoração existe desde 1923, ano em que foi concluído um dos mais importantes movimentos reivindicatórios da história da categoria gráfica. Após forte resistência e intensa repressão, os empresários do setor gráfico reconheceram a legitimidade da representação da categoria pela UTG, União dos Trabalhadores Gráficos, no dia 07 de fevereiro de 1923, encerrando uma greve que durou 45 dias.

 

– Quais eram essas reivindicações?

Melhores condições de trabalho, combate ao trabalho infantil, jornada de trabalho de oito horas, descanso semanal remunerado aos domingos e feriados, férias anuais, direito de se organizarem, entre outras coisas que hoje podem soar como banais, mas na época representava uma vitória sem precedentes.

 

– O que representou essa vitória, além de notabilizar a data como Dia do Gráfico?

A garra, determinação e organização daqueles trabalhadores foram fundamentais para o êxito total das reivindicações da categoria e com isso formou-se o que podemos dizer como embrião da organização da categoria. Depois disso os trabalhadores puderam se mobilizar em torno da luta pela ampliação de seus direitos e manutenção dos já existentes. Surgiram as entidades sindicais e com elas a representação nos locais de trabalho, onde se puderam conter os abusos e desmandos do patronato que até então só visava lucro em detrimento daqueles que produziam suas riquezas.

– Isso melhorou a vida dos trabalhadores…

Sim, houve então uma eqüidade nas relações capital-trabalho e com ela todos ganharam. A melhora na qualidade de vida dos funcionários representa melhor desempenho de suas funções e com isso, obviamente, menos perdas e mais lucro para as empresas.

 

– E quanto ao Sindicato dos Gráficos de Jundiaí?

O nosso sindicato luta há 53 anos pela categoria gráfica da região e isso nos orgulha profundamente. Representamos trabalhadores de 27 cidades vizinhas a Jundiaí. São mais de cinco mil trabalhadores que assistimos em todas as lutas e conquistas do dia a dia.

 

-Quais são essas lutas?

Nós temos o dever e a honra de representar a categoria e com isso vêm as responsabilidades de manter e ampliar direitos. A manutenção dos direitos já alcançados é feita com assistência jurídica, empenho nas negociações com as empresas e na maior de nossas lutas: a campanha salarial, que acontece todos os anos na data-base da categoria, onde buscamos a renovação e ampliação da nossa Convenção Coletiva de Trabalho, reajuste salarial, entre outros.

 

– Deixe uma mensagem para a categoria:

“Nesse dia quero, em nome de toda a diretoria, parabenizar essa categoria que a cada ano mostra sua força diante dos obstáculos rumo a uma relação harmoniosa e promissora entre capital e trabalho. Parabéns trabalhador gráfico! Vocês nos enche de orgulho!”