FALTA DE BEBEDOUROS E DE CLIMATIZAÇÃO NA GRÁFICA CUNHA FACCHINI PREJUDICA TRABALHADORES EM ITUPEVA

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Embora os últimos dias foram de temperaturas amena por conta de uma frente fria e chuva, o calor tem sido cada vez maior e vem sendo mais sentido pela população com o passar dos anos. As altas temperaturas têm prejudicado mais ainda os trabalhadores, que, muitas vezes, laboram em empresas aonde nada é feito para arrefecer o calor no local. A Cunha Facchini, em Itupeva/SP, empresa do ramo gráfico, é uma dessas que as temperaturas continuam nas alturas. Pela lei trabalhista, o calor excessivo dá direito à adicional de insalubridade para o empregado. Assim, se o cenário não mudar lá, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria Gráfica de Jundiaí e Região (Sindigráficos), órgão de classe responsável pela categoria em Itupeva, buscará fazer valer tal direito junto ao Poder Judiciário. O sindicato, que tem recebido bastante denúncias dos funcionários sobre o calor e o número insuficiente de bebedouros – tema este que já provocou no passado até uma greve no local, conta com total apoio dos trabalhadores para lutar pela justa reivindicação. O assunto será debatido nesta quinta-feira (21), na sede do Sindicato, com diretores da Cunha Facchini, conforme agenda previamente acordada.

CUNHA4“Estaremos na porta da empresa nos próximos dias conversando com os trabalhadores sobre o problema se a empresa não cumprir a agenda”, antecipa Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. O dirigente alerta os funcionários da Cunha Facchini para não se enganar com as condições atuais do tempo. Ele adverte que, apesar de ter dado uma esfriada recentemente, o calor vai voltar novamente, principalmente neste período do ano quando ocorrem as maiores temperaturas.

O Sindigráficos adianta que cobrará da empresa que seja apresentado alguma medida eficiente para diminuir a temperatura na produção. Além disso, também com base nas reclamações dos gráficos, é preciso aumentar o número de bebedouros na empresa, bem como que haja água gelada nestes equipamentos. “O nível de consciência de classe e politização dos empregados da empresa é elevado”, ressalta Jurandir Franco, diretor do sindicato. A maioria dos 90 funcionários já são sindicalizados e o dirigente acredita que, com unidade e mobilização de todos, tudo dará certo no final, porque o sindicato defendera até o fim o interesse dos trabalhadores. Os gráficos ainda não sindicalizados podem fazer agora mesmo AQUI.