FIQUE EM CASA: ABIN PREVÊ 5,5 MIL MORTES EM 10 DIAS PELO CORONAVÍRUS E 26 GOVERNADORES COBRAM DE BOLSONARO A APLICAÇÃO DE LEI QUE GARANTE RENDA PARA TODAS FAMÍLIAS

Um relatório produzido na última segunda-feira (23) pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) aponta que o Brasil pode ter 207.435 casos de covid-19 e 5.571 mortes até 6 de abril. Ao invés de agir para evitar este mal, Jair Bolsonaro voltou a dizer em rede nacional que é só uma “gripezinha” e mandou as escolas e o comércio voltarem a funcionar nos estado. Em resposta a este absurdo,  26 dos 27 governadores de estados brasileiros se reuniram onde (25) em videoconferência e aprovaram uma carta onde reivindicam do governo federal uma série de medidas para enfrentar a crise causada pelo coronavírus no Brasil. Entre essas reivindicações, está a aplicação da lei que institui uma renda básica de cidadania para todos os brasileiros.  Sancionada em 2005 pelo então presidente Lula, a lei da renda prevê o “direito de todos os brasileiros residentes no País e estrangeiros residentes há pelo menos 5 (cinco) anos no Brasil, não importando sua condição socioeconômica, receberem, anualmente, um benefício monetário”.

A lei diz que caberá ao Poder Executivo estipular o valor do benefício e prevê o pagamento de parcelas mensais, de mesmo valor, para todos os cidadãos, a fim de atender “às despesas mínimas de cada pessoa com alimentação, educação e saúde, considerando para isso o grau de desenvolvimento do País e as possibilidades orçamentárias”. Os governadores também querem a suspensão por 12 meses do pagamento das dívidas dos estados com a União e bancos públicos.

“A medida protege os mais vulnerárias diante da pandemia, que são os trabalhadores – vai na contramão das medidas do governo que só pensam em preservar as empresas. Portanto, através da renda distribuída, os governadores protegem a vida das pessoas em primeiro lugar, mas também o comércio, a agricultura e a indústria, uma vez que as famílias terá como continuar consumindo e sobrevivendo”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região (Sindigráficos).

FONTE: Com informações do UOL, IstoÉ e MídiaNinja