FTIGESP FECHA CONVENÇÃO COM SALÁRIO MAIOR E GARANTIA DE DIREITOS DA CATEGORIA GRÁFICA

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A recomposição da inflação sobre os salários dos trabalhadores gráficos e a manutenção de todos os direitos da Convenção Coletiva de Trabalho da classe no Estado de São Paulo. Este é o resumo da luta da FTIGESP e de todos os Sindicatos da categoria (STIGs) nesta campanha salarial, marcada pela crise financeira, desemprego e ofensiva patronal contra os direitos históricos dos empregados. Porém, com muita luta, através da campanha unificada entre os STIGs, que realizaram fortes assembleias conjuntas nas regiões de Jundiaí, Taubaté, Baurú e Jaú, além das várias assembleias dos sindicatos nas suas regiões, com destaque às feitas pelos STIGs São Paulo, Guarulhos, Barueri/Osasco, Jundiaí e Taubaté, os gráficos terão um reajuste que chegará aos 10,33 por cento da inflação e não perderão PLR, nem outros direitos, como estava no pacote de maldades dos empresários. O novo acordo foi finalizado na última quinta-feira (19).

“O reajuste salário já deve entrar no pagamento de novembro, que deve ser feito no próximo dia 5”, informa o presidente FTIGESP, Leonardo Del Roy. O salário terá um reajuste inicial de 7 por cento. Com isso, o piso salarial passa para R$ 1.370,60. Este é o valor do salário que já deve ser pago no dia 5. Todas as faixas salariais até R$ 9 mil devem ser reajustados em 7 por cento. Acima disso, deve ser acrescido sobre o salário um valor fixo de R$ 630 e quando chegar março deve-se inserir mais R$ 299,70. Em relação ao restante do reajuste de quem recebe do piso a até R$ 9 mil, que será também em março, o aumento será de 3,11 por cento. Este índice equivale ao percentual restante para chegar aos 10,33 por cento da inflação. O novo piso salarial ficará, portanto, definido em R$ 1.414,60.

A luta da categoria também evitou que houvesse retrocesso nos direitos, como desejavam os patrões. A intenção dos empresários era excluir a PLR, rebaixar o piso de parte da classe, deixando boa parte recebendo o salário mínimo paulista e outra parcela salário mínimo nacional. Eles também queriam reduzir em 15 por cento o valor do adicional noturno e etc. A FTIGESP, através das luta dos STIGs evitou tudo isso, fazendo valer o tema da campanha salarial de que não retrocederia jamais nos direitos.

Dessa forma, a PLR continua garantida. Ela representa muito para cada trabalhador. As empresas continuarão obrigadas a pagar o benefício. O direito fica do mesmo jeito que foi este ano. As gráficas com até 19 empregados devem pagar R$ 605,72 em duas parcelas de R$ 302,86; Naquelas com efetivo entre 20 e 49 empregados o valor é de R$ 659,20 em duas parcelas de R$ 329,60; As empresas entre 50 e 99 gráficos o valor é de R$ 766,06 em duas parcelas de R$ 383,03; Onde há o efetivo de 100 ou mais o valor é de R$ 890,80 em duas parcelas de R$ 445,40.

Reprodução e reprografia
O piso salarial dos trabalhadores das empresas enquadradas enquanto reprodução e reprografia também terão idêntico reajuste percentual das gráficas convencionais. O aumento é de 7 por cento em novembro e mais 3,11 por cento a partir do salário de março. Com isso, o salário de novembro já deve ser de R$ 1.128,60. E, a partir do salário de março, ele será de R$ 1.163,80. Este valores são classificados como salários diferenciados.

FONTE: FTIGESP