FTIGESP ORIENTA TRABALHADOR GRÁFICO A PROCURAR A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL PARA SACAR DINHEIRO EXTRA

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O gráfico ou qualquer outro profissional, que tenha trabalhado até 1988, pode ter dinheiro no banco e não saber. São cerca de R$ 37,5 bilhões guardados. A Controladoria Geral da União estima que 15,5 milhões de trabalhadores não sabem que têm direito a sacar parte desse dinheiro. Todo esse recurso é do Fundo PIS/Pasep. O fundo é diferente do abono salarial, que é pago todos anos para quem recebe, em média, até dois salários mínimos por mês. O Fundo PIS/Pasep é diferente porque, até 1988, empresas depositavam dinheiro nele em nome de cada um dos seus funcionários, inclusive as indústrias gráficas. E é justamente esse dinheiro que está no banco à espera do trabalhador. O prazo para sacar o dinheiro acaba em junho. Depois, só em 2017. A Federação Estadual dos Gráficos de  São Paulo (FTIGESP) orienta os trabalhadores a procurarem uma Caixa Econômica Federal (CEF). Basta apresentar o PIS ou CPF para consultar e sacar o recurso.

ESTA3Jurandir Franco, que é diretor da FTIGESP e atua na região de Jundiaí, já foi consultar sobre seu dinheiro do Fundo PIS/Pasep numa Caixa (CEF). O sindicalista explica que todo gráfico que, trabalhou registrado até 3 de outubro de 1988, e não sacou todos os recursos do fundo, tem chance de ter esse dinheiro extra no banco. O trabalhador pode receber todos os anos o rendimento (juro e correção monetária) de sua parte do fundo. Também é possível sacar todo o dinheiro, mas somente quando for se aposentar; se tiver uma doença grave; ou ao completar 70 anos. O valor total deve ser pago aos dependentes, se o gráfico morreu e não sacou.

O presidente da FTIGESP, Leonardo Del Roy, reforça a necessidade do gráfico consultar junto à Caixa (CEF) se tem o referido direito. É preciso levar também um documento com foto, além do PIS, ou do CPF. “Quase não é divulgado sobre este dinheiro do Fundo do PIS/Pasep, o que faz com que muitos gráficos e demais trabalhadores, mesmo precisando de dinheiro, não saibam da existência desse benefício financeiro”, critica o dirigente, que também preside a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas (CONATIG).     

O Fundo PIS/Pasep precisa ser mais divulgado mesmo. Esta posição é inclusive defendida pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão já determinou que o assunto seja amplamente divulgado. O site do Tesouro Nacional traz mais informações sobre o assunto. CONFIRA AQUI!

FONTE: FTIGESP