GESTÃO DA GONÇALVES EXPÕE A SAÚDE DOS GRÁFICOS COM EXPOSIÇÃO DIRETA DELES AO SOL E CHUVA TODO DIA

A falta de uma gestão adequada na Gonçalves tem levado os seus 550 gráficos a ficarem expostos a intempéries do clima, por bastante tempo, enquanto aguardam para entrar na empresa que fica em Cajamar. Em dias de chuva, ficam ao relento. E sofrem com os raios dos sol em dias secos. Uma conjunção de procedimentos da empresa faz com que isso ocorra e continue no local. O pouco número de catracas para acessar a empresa associado à chegada simultânea dos seus funcionários através do transporte fretado, tendo de aguardar bastante tempo até ingressar, combinados com a falta de um abrigo na parte externa para protegê-los do clima, faz com que os trabalhadores ficam expostos à chuva e ao sol. A revolta é grande. O Sindicato da categoria (Sindigráficos) já acionou a empresa para tratar do caso. A reunião deve ocorrer nos próximos dias.

Os gráficos ficam numa longa fila para poder entrar embaixo de chuva ou do sol forte. Não existe nenhuma cobertura. Ficam desprotegidos. Isso é uma questão de saúde e segurança da classe, que precisa ser revista. Os trabalhadores defendem que seja construído um abrigo externo, ou aumentem o número de catracas de acesso, agilizando todo processo e pondo fim ao problema. O Sindigráficos levará estas propostas durante a reunião. “Defenderá ainda qualquer medida viável à Gonçalves, desde que acabe efetivamente com as exposições às intempéries climáticas”, antecipa Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos em Jundiaí.

Outro problema referente ao clima também será debatido na reunião. Este item é uma questão antiga: o excesso de calor dentro da produção. A empresa ficou de fazer uma nova medição da temperatura interna, a partir da chegada no Verão. Em 2016, a análise foi realizada, mas como foi medido em um período de transição para o Inverno, o calor estava menor. “Os trabalhadores voltaram agora a denunciar o retorno do calor elevado e do grande desconforto para a realização da atividade laboral durante o expediente”, informa Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos.

A saúde dos trabalhadores também está sendo prejudicada com a volta do forte odor de verniz que se espalha pelo prédio da Gonçalves. “Após a intervenção sindical em 2016, este problema tinha sido resolvido, mas, agora, a categoria voltou a reclamar novamente”, conta Valdir Ramos, diretor do Sindigráficos. Este assunto e o desconto salarial pela refeição oferecida ao trabalhador na empresa, que continua alto, serão também abordados nesta reunião. O Sindicato reivindica que haja uma redução do desconto e que seja resolvido o problema com o verniz efetivamente.