GONÇALVES GARANTE TRANSPORTE PARA GRÁFICOS QUE NÃO FAZEM HORA-EXTRA E DIZ REVER PROCEDIMENTOS

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Representantes da Gráfica Gonçalves, no interior paulista, prometeram aos dirigentes do Sindigráficos fazer alterações nos seus procedimentos quanto ao serviço de ônibus fretado para o transporte dos funcionários somente se for para melhorar a vida do empregado. A empresa também ressaltou que continua garantido o transporte para os empregados que não fazem hora-extra após o término do primeiro turno, que é às 17h03. As informações foram repassadas durante a reunião realizada na sede do sindicato na semana passada, após denúncias de que a Gonçalves havia retirado tal transporte para forçar os gráficos a fazer indiretamente hora-extra, depois que mudou os horários laborais. Questões relativas ao itinerário dos ônibus também foram discutidas no encontro. O horário destinado às refeições dos trabalhadores também foi esclarecido. Além disso, surgiu uma denúncia sobre insalubridade em setores não ligados diretamente à produção da empresa devido ao odor de verniz e ao ruído excessivo nestes locais. 

gonca0Com as mudanças no horário de trabalho na gráfica, que deixou de ser de segunda à sábado, ficando então de segunda a sexta em dois turnos (7h às 17h03 e das 20h34 às 7h), logo surgiram várias reclamações dos gráficos de haver problemas quanto a pressão para se fazer hora-extra. Desse modo, o Sindigráficos se reuniu com a empresa para garantir a manutenção do horário do ônibus que leva os funcionários de volta para casa quando largam às 17h03. Havia queixas de que a Gonçalves tinha retirado este ônibus para obrigar indiretamente os empregados a fazer a hora-extra. “A empresa se comprometeu em manter tanto o transporte das 17h03, como também o das 18h em diante – voltado para aqueles que fazem extra”, conta Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

goncalves3O sindicalista fala ainda que a empresa também informou que as horas adicionais são por um período temporário, no máxima só até dezembro, enquanto transfere todas as máquinas e o restante de funcionários da unidade de Barueri. Hoje já há 500 gráficos na nova unidade. “Até lá, a empresa deverá rever os procedimentos das horas para evitar prejuízo nos funcionários que estudam e/ou outras questões que impossibilitem”, comenta Valdir Ramos, dirigente sindical. O anuncio foi feito pela própria  gráfica durante a reunião.  O sindicato também falou de queixas quanto ao itinerário feito pelos ônibus fretados. Os representantes da empresa estão abertos para fazer adaptações, desde que não ponha em risco a saúde e segurança dos funcionários. O Sindigráficos também concorda.

gonca6Saúde e segurança foi inclusive tema de outras discussões na reunião. O sindicalista Jurandir Franco questionou a Gonçalves sobre a falta de tempo de todos os funcionário fazerem a refeição. A empresa assumiu que houve um problema na programação dos horários, mas adiantou que tudo já foi corrigido. Outro problema denunciado pelos funcionários foi o forte odor de verniz nas instalações da empresa, bem como o alto ruído em setores, como na manutenção, expedição e no almoxarifado. Embora os representantes disseram que não há esse tipo de bronca, o sindicato exigiu a realização de inspeções técnicas para verificar o caso, pois, do contrário, via Justiça, solicitará o adicional de insalubridade dos empregados prejudicados com o barulho e também com o mal cheiro.

Acordo de trabalho     

Ficou acordado entre o Sindigráficos e a Gonçalves que depois do mês de dezembro, período em que a empresa conclui a migração do restante do maquinário e dos funcionários da unidade de Barueri, as partes iniciarão um debate em torno da elaboração de um Acordo Coletivo de Trabalho referente à jornada de trabalho.