GONÇALVES PROMOVEU GRÁFICOS, FARÁ NOVA AFERIÇÃO DO CALOR, MAS MANTÉM SOBREJORNADA DE 15 MINUTOS

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O frio chegou com o inverno. O calor deixou de ser problema dentro da  produção da Gráfica Gonçalves. Mas antes dessa mudança, à pedido do Sindicato da categoria (Sindigráficos), a empresa promoveu aferição do calor no local. Os laudos técnicos mostraram existir padrões toleráveis. O sindicato, por sua vez, alertou que a medição foi feita no fim do verão e a empresa se comprometeu em realizar os testes outra vez no reinício do verão. Coibir qualquer injusta salarial que venha a ocorre, conforme queixas dos gráficos, foi outro ponto posto na reunião com a Gonçalves. Ela reafirmou que investe na qualificação permanente dos funcionários e que há regras objetivas para a promoção deles, a partir da decisão dos superiores. O órgão de classe, por sua vez, pediu a reavaliação de cada caso. Alguns funcionários já foram até promovidos depois. O Sindicato aproveitou para solicitar transparência das regras das promoções, que sejam de conhecimento de todos profissionais. E também foi posto que os empregados continuam com uma sobrejornada de 15 minutos diária. O Sindicato mostrou que isso é irregular. A lei proíbe. A empresa ainda não respondeu o caso, como continua sem dar o lanche no intervalo que oferece durante o expediente. O Sindicato adianta que aguardará uma resposta até o fim do mês e conversará depois com os trabalhadores.

GON2O Sindigráficos pede para que a empresa responda tal pendência nesta semana. A entidade lembra que já faz tempo que o caso está em pauta, desde quando recebeu a denúncia da sobrejornada dos trabalhadores e cobrou solução, mostrando inclusive que a lei não permite acrescentar a jornada mesmo que ofereça um intervalo de 15 minutos para o lanche – sem lanche. “A única compensação legal e automática de tempo é a da hora da refeição, não a do lanche”, diz o advogado do Sindigráficos, Luis Carlos Laurindo. O entendimento da Justiça sobre este caso foi inclusive apresentado ao advogado da Gonçalves. “O que há hoje na empresa é uma jornada maior e sem nenhum benefício para os trabalhadores”, diz o presidente do Sindigráficos, Leandro Rodrigues, que espera resposta.

GON3Em relação à equiparação salarial e atribuições e funções adequadas, o Sindigráficos ouviu da Gonçalves que a empresa tem realizado estudos de desempenho e promovido qualificações de seus funcionários. Alguns trabalhadores inclusive já informaram ao sindicato que houve melhorias sobre esta questão no setor de Corte e Vinco. O sindicato pede que seja realizado estudos por setor e os mecanismos produtivos e complexidades de cada um existente. Solicitou ainda que as regras colocadas para cada promoção seja transparente para todos.

“O trabalhador, por sua vez, precisa autoavaliar se tem capacidade para assumir novo função, uma vez tendo, é preciso pleitear sua promoção, mas só depois da vaga surgir de forma permanente no local; Se existir tais condições e a empresa não promover, pode haver alguma injustiça”, pontua Laurindo. Em todo caso, inclusive para tirar quaisquer dúvidas, o Sindigráficos se coloca à disposição dos gráficos de Jundiaí e Região.

GON4Quanto a questão do calor na produção que hoje não existe devido o frio do inverno, o Sindigráficos solicitou uma nova medição quando o verão voltar. Na primeira aferição, o laudo mostrou a temperatura em padrões toleráveis. O sindicato lembrou que toleráveis pode está inclusive perto do limite máximo e a Gonçalves deve pensar no conforto térmico do seu trabalhador para desenvolver o serviço da melhor maneira. ” É preciso deixar a produção dentro de níveis de conforto também no verão”, frisa Valdir Ramos, diretor sindical. A empresa disse que fará nova aferição.