GRAFICA ARMI VOLTA AO RADAR APÓS INTERVENÇÃO SINDICAL QUE GARANTIU A FORMALIZAÇÃO DO EMPREGO DOS GRÁFICOS

Na última semana, novas queixas de gráficos em Jundiaí para o sindicado local apontam mais problemas na Armi – gráfica autuada por fiscal federal há poucos meses após denúncias sindicais sobre o trabalho informal e precário na empresa que, mesmo mudando de local, continua monitorada por sindicalistas. As reclamações atuais revelam risco de intoxicação dos trabalhadores. A reclamação é de que não há aberturas suficientes de ventilação para a dispersão do forte odor do material químico utilizado na produção. Falha no cumprimento de obrigações previdenciárias por parte do patrão também pode está acontecendo em prejuízo dos empregados.

O pagamento do INSS dos trabalhadores registrados, os quais só tiveram a carteira de trabalho assinada em 2019, após a fiscalização e autuação federal, também pode haver falha. “Há queixas de que não tem sido paga a contribuição patronal previdenciária de cada gráfico. E ainda que a Armi tem se apropriado das contribuições dos gráficos”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos em Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região.

Em relação à saúde e segurança dos trabalhadores da gráfica Armi, algo precisa ser realizado. As denúncias mostram que o problema é bem sério. “Parece que não há exaustores necessários no local. As reclamações nos apontam que há trabalhadores que passam mal diante do forte odor das substâncias químicas utilizadas. Têm inclusive náuseas”, conta Leandro.

O Sindigráficos foi indispensável para a regularização dos trabalhadores na empresa. Só houve a assinatura das carteiras, após a ação sindical. A entidade, no entanto, destaca a importância das denúncias anônimas dos gráficos no caso. Sem elas, não saberia da situação e nada poderia fazer. Porém, o cenário agora é diferente. Não basta só a reclamação. Como já estão todos registrados, é preciso se organizarem no quesito sindical para que o sindicato possa representa-los e combaterem as novas irregularidades.

“No primeiro momento, quando a Armi estava instalada no bairro nobre de Jundiaí, antes de mudar para outra área mais periférica da cidade, já lutávamos para regularização do trabalho do gráfico, sendo concretizada após autuação do órgão federal a nosso pedido. Nunca desistimos e não vamos desistir. Mas agora precisamos da participação ativa dos gráficos da empresa para conseguirmos evoluir nestas novas queixas e questões. Esperamos contar com todos em nossos quadros. Sindicalizem-se”, fala  Leandro.