GRÁFICA EM JUNDIAÍ PODE TER ‘SEGURADO’ R$ 302 DA PLR DOS FUNCIONÁRIOS. SINDIGRÁFICOS INICIOU INVESTIGAÇÃO

MAX3

Cinco anos depois de mudar de nome, chegam as primeiras denúncias sobre possíveis irregularidades na empresa Max Editoração, em Jundiaí, conhecida anteriormente por MaxPrint. Foram feitas reclamações de funcionários ao Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas de Jundiaí e Região (Sindigráficos) de que a 1ª parcela da Participação dos Lucros e Resultados (PLR) não foi paga. O prazo venceu a mais de dois meses, exatamente no dia 5 de abril. A entidade de classe já iniciou as investigações contra qualquer sonegação aos direitos dos 10 gráficos do local. A empresa deve pagar para cada um a quantia de R$ 302,86, que  corresponde a primeira parte da PLR. Este valor é definido para as gráficas com até 19 gráficos, conforme determina a Convenção Coletiva de Trabalho da classe. O valor vai aumentando a depender do número de funcionários por empresa. O Sindigráficos já solicitou explicações. Uma reunião deve ocorre em breve com base na solicitação sindical.  

MAX1“Esta é a primeira vez que recebemos denúncias depois que a empresa mudou de nome e espero que seja a última”, conta Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato, lembrando de todo o trabalho que foi realizado no passado em defesa dos direitos dos funcionários da Max Editoração quando se chamava MaxPrint. Na época, tinha até problemas para registrar a Carteira Profissional, além do não pagamento da PLR e etc.

Jurandir Franco recorda que tudo melhorou depois da atuação sindical,  exceto a participação dos trabalhadores junto ao Sindigráficos. Nenhum deles se associou a entidade, apesar de todo o trabalho em seu favor. O dirigente, por sua vez, lembra que a não sindicalização deixa o gráfico mais suscetível aos desmandos patronais. Sindicalize-se e proteja-se!

MAX2O sindicato continuo no aguardo de novas sindicalizações dos gráficos da Max Editoração e adianta que continuará em defesa da categoria. O advogado do Sindigráficos, Luis Carlos Laurindo, lembra que a empresa que a PLR é um direito já convencionado, portanto, o não pagamento representa negar as regras da convenção coleta da classe, que implica na violação de direitos predefinidos e assim uma ação de cumprimento na Justiça do Trabalho, com ônus adicionais ao empresário além de ter que pagar a PLR. “Esperamos resolver sem precisar judicializar o caso”, frisa Rodrigues, aguardando a Max Editoração na reunião já requerida.