GRÁFICA GRILO TERÁ DE ENCARAR OS SINDICALISTAS OU ENCARAR O MINISTÉRIO PÚBLICO DIANTE DAS SUAS FALHAS

Na próxima quarta-feira (21), o dono da gráfica Grilo, em Itatiba, terá de encarar os dirigentes do Sindicato da categoria (Sindigráficos) depois de ter anunciado a regularização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e cestas básicas dos funcionários, porém não provou e denúncias revelam que as irregularidades continuam. Na ocasião, diante de um auditor fiscal do Ministério do Trabalho (MTE), a empresa definiu até os prazos para seus ajustes. Mas todos venceram e nada foi comprovado. Houve inclusive definição de uma data para a negociação do pagamento das multas pelos atrasos salariais, ilegalidade que era comum. A gráfica  também descumpriu. Assim, se o patrão faltar a reunião no Sindicato, a qual ocorreria hoje, mas foi remarcada para o dia 21 à pedido da Grilo, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o setor de fiscalização do MTE serão acionados pelo sindicato. Com isso, multas e outras penas devem ser aplicadas.     

“O último prazo venceu em fevereiro e até hoje a empresa não prestou contas de nada que havia se comprometido a regularizar. Consultamos inclusive os funcionários de lá, que denunciaram que os problemas se mantinham, embora o patrão falasse o contrário, sem mostrar a prova”, diz Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos. A situação pode indicar que os trabalhadores ainda não receberam suas duas parcelas da PLR do ano passado, bem como pode haver cestas básicas de 2016 ainda não pagas. Além disso, corre o risco da PLR e cestas de 2017 estarem em situação semelhante. Tudo deverá ser esclarecido na reunião de hoje.

A cesta básica mensal e a PLR anual, que é divida em duas parcelas, são alguns dos direitos dos gráficos contidos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. A data para realizar o pagamento salarial também está estabelecida pela CCT. O prazo final é no dia 5 de cada mês, ou antes se a data coincidir com feriado ou for no fim de semana. Se atrasar, a empresa é obrigada a pagar uma multa de cerca de R$ 50 por dia de atraso. Foi isto que ocorreu na gráfica Grilo no ano passado. E a empresa deveria ter resolvido a questão do pagamento da multa até o último mês de fevereiro. O assunto será cobrado pelos sindicalistas.

“Se o dono da Grilo não cumprir  com sua palavra outra vez, ele terá de encarar os auditores fiscais do MTE e os procuradores do MPT”, adianta  Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato, que acionará ainda hoje os dois órgãos se o empresário não comparecer. O dirigente conta que já estão inclusive prontos os ofícios para o pedido de fiscalização do MTE na empresa e a solicitação para o MPT atuar diante da manutenção das irregularidades no local de modo continuo e sem a busca da solução. Além disso, o sindicalista lembra que a participação dos gráficos junto da entidade de classe, sindicalizando-se, protege mais a si mesmos e a categoria deste e outros tipos de sonegações de direitos. As empresas costumam respeitar mais os funcionários sindicalizados. Filie-se AQUI!