GRÁFICA RÁPIDA É NOTIFICADA POR ILEGAL REPRESENTAÇÃO SINDICAL DOS TRABALHADORES PARA NEGAÇÃO DE DIREITOS

Embora a gráfica Izabel em Pedreira seja uma pequena empresa com cinco trabalhadores, todos eles são gráficos como os demais da região e merecem receber os mesmos direitos e padrões salarias. Neste sentido, o Sindicato da classe (Sindigráficos) lançou uma campanha para mapear todas as empresas nas 27 cidades da atuação da entidade. Ela tem o objetivo de regulamentar as gráficas referente ao enquadramento dos profissionais enquanto gráficos no campo de seus direitos e da representação sindical. Apenas por conta dessa campanha lançada nos últimos meses, o sindicato descobriu a gráfica rápida e de comunicação visual com o nome fantasia de Izabel, então ligada à indústria gráfica.

Depois de localizar a empresa, o Sindigráficos notificou a gráfica Izabel por ela estar irregular em relação ao enquadramento sindical de seus cinco trabalhadores, negando para eles dezenas de direitos convencionados da classe. A entidade sindical aproveita para explicar a todas gráficas rápidas e de comunicação digital da região, como a empresa em Pedreira, que os empregados só podem ser considerados enquanto profissionais gráficos.

O não enquadramento como gráfico é ilegal porque a atividade da gráfica rápida integra a indústria do ramo por atuar na impressão, pré-impressão, acabamento gráfico e/ou afins, independente do maquinário utilizado. As empresas de comunicação visual também pertencem ao setor gráfico, já que atuam no desenvolvimento de produtos a partir da criação gráfica. O Sindicato espera que a Izabel se enquadre após a notificação, garantido aos seus trabalhadores todos os direitos e padrões salariais da categoria.

Caso as empresas notificadas pelo Sindigráficos pensem em descumprir com suas obrigações legais em relação à correta representação sindical para a garanta de todos direitos coletivos dos gráficos, o órgão acionará a Justiça brasileira. Apesar de todas as prerrogativas legais, inclusive a carta sindical e a Convenção Coletiva de Trabalho do sindicato de gráficos reconhecidas pelo Ministério do Trabalho como único órgão a representar os gráficos, a questão chegou no último mês a instância máxima do Poder Judicial, Tribunal Superior do Trabalho (TST), confirmando tal obrigação.  A corte condenou a Copiadora Nacional, gráfica rápida e de comunicação digital pernambucana que pagou caro por tentar negar os direitos convencionados da classe.

“Nossa campanha do enquadramento sindical correto das empresas do ramo gráfico visa valorizar o trabalhador, garantido a eles os seus direitos conquistados por nós, na campanha salarial anual. Gráficos, sindicalizem-se e fortaleçam a luta”, realça Leandro Rodrigues, presidente do sindicato.