GRÁFICA STELLA ACEITA CONCEDER SEIS DIAS DE FOLGA PARA OS EMPREGADOS PELOS SÁBADOS-FERIADOS COMPENSADOS

Embora sábado é feriado de Finados, os gráficos da Stella, em Caieiras, compensarão todos os dias dessa semana como se não fosse um feriado. O acordo foi firmado com o proprietário da empresa, Mauro Paccagnella, e o Sindicato da classe (Sindigráficos), inclusive com Carlos Martins, que é sindicalista e trabalha na empresa. Em troca do trabalho sem a redução da jornada, e nem o pagamento da hora-extra respectiva, conforme define a convenção coletiva da categoria, os trabalhadores receberão uma folga diária em um outra dia de suas escolhas. E não só isso. Poderão escolher seis dias de folga. A quantidade se referente a todas as vezes que isso aconteceu desde o ano de 2015. No período, foram seis sábado-feriados.  

O acordo foi firmado durante uma reunião no começo de outubro na sede regional Jundiaí do Sindigráficos. Também estava presente o presidente do sindicato, Leandro Rodrigues, e o advogado da entidade, Luís Carlos Laurindo. Os dias das seis folgas ficarão a critério do próprio empregado. O direito é uma das condições definidas pela cláusula 51ª da convenção. “De início, reivindicamos as folgas do sábado-feriado do 7 de setembro, do 12 de outubro e este agora de finados (2 de novembro), mas revisamos a situação frente a pendências nos anos de 2015 e 2018, além do feriado municipal de Caieiras no próximo dia 14 de dezembro”, explica Leandro.

“Desse modo, ao invés de três dias de folgas, cada trabalhador saiu com o direito de obter o dobro de dias para o justo descanso, uma vez que não largaram mais cedo e nem receberam a hora-extra pelo trabalho a mais nos dias de semanas em que antecederam um sábado feriado, a exemplo do feriado de 13 de junho de 2015 e de 21 de abril de 2018”, conta Carlos.

O dono da Stella também tranquilizou sobre o temor dos trabalhadores relativo ao fim do convênio médico onde a gráfica paga 50%. Esclareceu que por ser um plano de primeira linha, o valor é mais alto. É de R$ 650 por vida, ficando R$ 325 para o trabalhador. Dos 25 gráficos da empresa, 11 já desistirem de continuar diante dos preços elevados. A fim de buscar garantir o maior quantitativo de empregados com algum plano, a empresa ficou de buscar outros convênios mais simples e de menor valor. “Quando a produção estava aquecida, cheguei a pagar até 70% do valor, mesmo por fora do acordo – situação hoje impossível frente à crise”, disse Mauro.

Ele aproveita ainda para explicar que não tem problema com o sindicato e não tem pressionado nenhum trabalhador para se desassociar do órgão de classe, conforme queixas apontavam. O Sindigráficos aproveitou para reafirmar o respeito à gráfica e esclarecer que não quer o mal de nenhuma empresa, mas que sempre defenderá o interesse e direitos dos gráficos. “Nos colocamos para sempre resolvermos as questões de forma amistosa e chegarmos coletivamente ao consenso em respeito à lei”, fala Leandro.