GRÁFICA ZOALDO VOLTA A SONEGAR PLR E PAGA APENAS METADE DO VALE-ALIMENTAÇÃO EXIGIDO NA CONVENÇÃO

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Oito anos depois dos últimos problemas registrados pelo Sindicato dos Gráficos em Jundiaí e Região (Sindigráficos), chegam novas denúncias de irregularidades na Gráfica Zoaldo, em Cajamar. A empresa ainda não pagou a 1ª parcela da Participação dos Lucros e Resultados (PLR) dos seus funcionários. A Convenção Coletiva de Trabalho da categoria define que o pagamento deveria ter sido realizado desde 5 de abril. A Convenção também obriga a empresa do setor a distribuir cesta básica mensal. Permite até trocá-la por vale-alimentação, desde que o valor dê para comprar todos itens da cesta nos supermercados da cidade onde a empresa está localizada. Denúncias recentes revelam que o vale pago pela Zoaldo não garante nem metade da cesta. O Sindicato acionou a empresa para cobrar o reajuste deste benefício e o pagamento da PLR.

cesta3O Sindicato fez uma pesquisa em julho nos supermercados em Cajamar e constatou que o valor médio dos itens da cesta básica é de R$ 122. “Este é o valor mínimo que qualquer gráfica nesta cidade deve pagar de vale-alimentação”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos. A Zoaldo só tem pago R$ 60. Este valor não compra metade da cesta, o que contraria a regra da Convenção. O sindicalista alerta que se manter esta valor defasado, a empresa incorre na sonegação direta da cláusula, o que gera uma ação de cumprimento na Justiça, fazendo com que a Zoaldo tenha que pagar a diferença do vale dos últimos cinco anos.

zo2Outro problema que a empresa precisa se regularizar imediatamente é o descumprimento da Convenção em relação ao não pagamento da 1ª parcela da PLR dos trabalhadores. “Daqui a poucos meses chegará o prazo para pagar a segunda parcela. A Zoaldo precisa corrigir logo este caso para evitar sanções”, diz Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos. A primeira 1ª já venceu no dia 5 de abril e a 2ª só no dia 5º de outubro.

Marcelo Sousa, dirigente do Sindigráficos que acompanha a empresa já a muito tempo, lembra que no passado houve problemas pelo mesmo motivo. “Na verdade, a Zoaldo não pagava PLR, quando atuamos e esta questão foi resolvida”, conta o dirigente. Outras irregularidades também foram sanadas há anos. Dentre elas, atraso no pagamento das férias, gráficos sem registro na carteira de trabalho, não fornecia Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e não recolhimento adequado do FGTS.