GRÁFICAS DEVEM AUMENTAR VALE-ALIMENTAÇÃO CONFORME A ALTA DOS ALIMENTOS E NÃO PODEM TROCAR ITENS DA CESTA

Nesta semana, o Procon-SP começou a fiscalizar os preços superfaturados da cesta básica em todo o Estado. Tem locais, por exemplo, vendendo arroz de 5 kg por R$ 40/50, quando o valor médio cresceu de R$ 13,37 para R$ 16,87, segundo o órgão protetor do consumidor. A inflação sobre os itens alimentícios é outro problema ainda mais sério sobre a renda dos gráficos. Nos últimos 12 meses, período em que a categoria acumula perda salarial no aguardo do reajuste salarial, ainda pendente diante da intransigência patronal camuflada na pandemia, a cesta básica já subiu 12,15%, segundo o Dieese. Se analisado certos itens em particular, a situação é muito pior. A Associação Paulista dos Supermercados (Apas) revela que apenas em 2020 o feijão aumentou 23,1%, arroz 21,1%, leite 21,6% e o óleo 9,6%. Os gráficos, felizmente, têm sua Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) onde obriga toda empresa, independente do seu tamanho ou número de trabalhadores, a distribuir a cesta básica mensal com estes e outros produtos específicos.

“Diante da alta variação dos preços da cesta básica, como vemos agora, o gráfico pode perceber com mais lucidez a relevância de nossa convenção, a qual é defendida pelo Sindigráficos e está sob ataque do patronal nesta campanha salarial. A CCT não só garante a cesta básica, como define quais os produtos, quantidade e qualidade deles (veja no final da matéria), os quais a empresa não pode trocá-los por outros devido ao alto preço. Os gráficos que recebem a cesta em alimento, verifiquem isso e denunciem ao sindicato se tiver irregularidade”, fala Leandro Rodrigues, que é presidente do Sindigráficos em Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região.

Aos gráficos que recebem a cesta básica mensal em vale-alimentação, o que a CCT também permite que aconteça, o trabalhador deve verificar se o valor pago pela empresa dá para comprar os respectivos itens da cesta definida pela convenção nos supermercados na região onde se trabalha. “Portanto, o valor do vale tem que se equivalente para o trabalhador poder comprar no varejo. Diante da alta dos preços dos alimentos, as empresas têm que fazer uma pesquisa nos supermercados e atualizarem o valor do vale-alimentação em conformidade com a convenção”, explica Leandro.  

O sindicalista orienta o trabalhador a também fazer sua pesquisa e enviar para o Sindigráficos cobrar da empresa em caso dela se negar a atualizar. O Sindicato também fará outra nova pesquisa nas principais regiões da sua base. Antes da chegada do coronavírus e do superfaturamento e da inflação da alimentação, uma cesta básica da CCT não saiu por menos de R$ 120 em certas regiões de Cajamar, o que já deve estar bem maior.  

CESTA BÁSICA DO GRÁFICO DEFINIDA EM CONVENÇÃO