GRÁFICOS COM MENOS DE 50 ANOS SERÃO ATINGIDOS EM CHEIO PELA REFORMA PREVIDÊNCIA DO CAPITÃO

O trabalhador que ainda não chegou na casa dos 50 anos, serão os mais prejudicadas com a reforma da Previdência de Bolsonaro, diante da regra de transição de 12 anos. Na prática, a transição a jato fará com que trabalhadores com menos de 50 anos não consigam escapar das novas regras e só possam se aposentar integralmente por idade, aos 62 anos, no caso das mulheres, e 65 anos, no caso dos homens, mas só depois de contribuírem por 40 anos ao INSS, independente de serem homens ou mulheres.
Entenda o que é transição
Regras diferentes da idade mínima já fixada podem ser adotadas para atender os trabalhadores que estão na expectativa de direito, ou seja, próximos a se aposentar. Com isso, esses segurados conseguem se aposentar mais cedo e escapar da idade fixada. Se a proposta for aprovada, quem estiver perto de se aposentar por tempo de contribuição pela lei atual poderá acessar a regra de transição e se aposentar mais cedo.
O governo não detalhou quais serão as exigências para obter o benefício durante a transição. É possível que o texto fixe um ponto de partida, aumentando conforme o passar dos anos até chegar a 62 anos para mulheres e 65 para homens em 12 anos, entre 2031 e 2032.
Outra regra possível para escapar da exigência durante os 12 anos de transição é o uso de um sistema progressivo de pontos como regra de acesso ao benefício, semelhante ao atual 86/96. Essa possibilidade foi levantada pela própria equipe econômica e estava em uma minuta de reforma da Previdência vazada pela imprensa.
Também há uma terceira possibilidade, para trabalhadores que estão muito próximos hoje da aposentadoria por tempo tempo de contribuição. Segundo a minuta, será possível pedir o benefício pela regra, mas com um pedágio de 50% sobre o período que falta hoje. Ou seja, se tiver faltando um ano para se aposentar, será necessário trabalhar mais seis meses. Haveria ainda a incidência do fator previdenciário sobre o valor do benefício.
O que vale hoje
Atualmente é possível se aposentar por duas regras, por idade e por tempo de contribuição. Na aposentadoria por idade, é necessário que o segurado tenha ao menos 65 anos e a segurada, 60. Além disso, eles precisam recolher pelo menos 15 anos para a Previdência. O cálculo do benefício é de 70% da média salarial, acrescido de 1% a cada ano de contribuição. Logo, aos 30 anos de recolhimentos, é possível se aposentar em 100% do salário de contribuição.
Já a aposentadoria por tempo de contribuição não tem exigência de idade mínima, mas tem como requisito períodos maiores de contribuição: 30 anos para mulheres e 35 anos para homens. O cálculo do benefício tem duas fórmulas diferentes. Na do fator previdenciário, o segurado tem a média salarial multiplicada por um índice que leva em conta o tempo de trabalho, idade e expectativa de vida. Logo, quanto mais novo se aposenta, maior o desconto, que pode chegar a até 40% do benefício.
A outra regra é o 86/96. Ela tem as mesmas exigências mínimas do tempo de contribuição mas ajuda o segurado a se aposentar com 100% do seu salário de contribuição, caso chegue na soma 86 (mulheres) ou 96 (homens). Caso a reforma seja aprovada com a fixação de idade mínima, a aposentadoria por tempo de contribuição será extinta.
FONTE: Com informações da VEJA