GRÁFICOS DA GRAFLOG ROMPEM SILÊNCIO E DENUNCIAM A DEFASAGEM DO VALE-ALIMENTAÇÃO HÁ CINCO ANOS

Após cinco anos em silêncio, trabalhadores da GrafLog, em Vinhedo, voltaram a denunciar ao Sindicato da classe (Sindigráficos) problemas no cumprimento dos seus direitos na empresa. Os funcionários estão sem reajuste no vale-alimentação desde 2012. Continua em R$ 70. O valor, porém, deveria elevar com base na soma dos preços dos produtos da cesta básica da classe vendidos nos supermercados da cidade onde fica a empresa. Esta obrigação patronal consta na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria e estabelece até multa para quem descumpre. O Sindicato acaba de notificar a gráfica nesta terça-feira (25). Exigiu a correção imediata dos valores. A entidade inclusive já fez uma pesquisa em três supermercados de Vinhedo para facilitar a ação pela empresa. “O somatório dos produtos da cesta básica contida na convenção varia em torno de R$ 120 a 125 no Russi, Infranger e no Zarelli”, conta Valdir Ramos, dirigente sindical que fez o levantamento na última semana. Ele conta que, apesar do Infranger ser conhecido popularmente como o supermercado de classe de média, o valor da cesta foi menor (R$ 120). Os itens, quantia e a qualidade da cesta estão na convenção da classe.

A notificação só foi realizada presencialmente na GrafLog, depois que Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato, não conseguiu falar com o dono da gráfica e o gerente de RH por telefone.

O sindicalista, porém, acredita que a empresa deve se regularizar, como já fez antes quando reajustou os salários dos gráficos que eram pagos abaixo do mínimo permitido pela convenção.

E ele aguarda um retorno breve para este novo caso de direitos com valor defasado, como é visto no vale-alimentação de R$ 70.

Embora a desatualização do valor do vale era antiga, segundo demonstra a queixa atual, os trabalhadores se mantiveram em silêncio por todo este tempo mesmo perdendo. Sindicalizem-se e protejam-se de sonegações.

Em 2010, por exemplo, depois que a GrafLog foi enquadrada sindicalmente pelo Sindigráficos, ela logo passou a ser obrigada a cumprir 86 direitos postos na Convenção da classe e aceitar a sindicalização dos gráficos que desejarem.

“O salário dos trabalhadores da época foi rapidamente reajustado. A empresa estava pagando um valor abaixo do mínimo estabelecido pela Convenção da categoria gráfica”, lembra Jurandir Franco, diretor sindical que atuou no caso em questão.

Hoje, por exemplo, o piso salarial é de R$ 1.537,80, mas a empresa pagava menos, tendo que se adequar. E o sindicato atua agora para reajustar a defasagem do vale-alimentação. Sindicalize-se Já!