GRÁFICOS DA INAPEL PODEM MANTER SALÁRIO E PLR MAIORES QUE O RESTANTE DA CLASSE E DIREITOS COLETIVOS ADICIONAIS

No fim do mês ou logo no início do próximo, após uma negociação já bem-sucedida entre o Sindicato da categoria (Sindigráficos) e a gráfica Inapel em Jundiaí, os 100 trabalhadores terão a chance de garantir por 22 meses seus salários e vários direitos superiores ao restante da classe na região. O Sindicato aguarda apenas a volta das férias coletivas dos funcionários da empresa para agendar uma assembleia no local e depois uma votação secreta sobre um novo Acordo Coletivo de Trabalho com validade prevista para até agosto de 2020. Nele, apesar do piso salarial já ser superior aos demais gráficos na região devido ao acumulado dos acordos anteriores, foi garantida para todos a recomposição salarial diante da inflação anual, bem como todos os direitos convencionados na região e alguns adicionais

O reajuste será de 4% para todos, independente do valor da faixa salarial do empregado. Recebe o mesmo percentual inclusive quem ganhar mais de R$ 9.531,20. Nas demais gráficas, de acordo com a nova convenção, não foi liberado o aumento de 4% para tais valores, mas pelo novo acordo na Inapel, se aprovado pelos trabalhadores, não haverá distinção. Com o aumento, o piso salarial na empresa subirá para R$ 1.647,80, ficando com o valor um pouco maior que no restante das empresas do ramo na região.

Pelo acordo, todos os direitos sociais e socioeconômicos também ficam mantidos, a exemplo da cesta básica mensal. Além deles, até agosto de 2020, os gráficos da Inapel continuam com direitos superiores, como com a homologação da rescisão contratual sendo obrigatória no Sindigráficos. Com isso, frente o continuo monitoramento sindical, existe a garantia de que todas as verbas rescisórias estarão incluídas e pagas pela empresa.

Outro direito financeiro que continua maior para os gráficos da Inapel é a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), apesar de não ter avançado no valor, mas com pequeno deságio. Os termos do novo acordo garantem a PLR no valor de R$ 1,2 mil, enquanto que na convenção a maior faixa do benefício é na ordem de R$ R$ 890,80. Pelo acordo, deverá pagar R$ 600 em 31 de março de 2019 e a mesma quantidade no dia 31 de agosto.

Além do conjunto de direitos válidos por 22 meses, caso seja aprovado pelos gráficos da Inapel, o banco de horas também continua com restrição no local. O acordo prioriza o pagamento da hora-extra e mantém o poder do sindicato em conjunto com os trabalhadores para decidirem sobre a forma do pagamento do trabalho adicional. Sem aprovação deles, jamais pode haver a compensação de horas. Portanto, nada de banco de horas.

Com o anúncio do fim do Ministério do Trabalho por Bolsonaro, pondo em risco os direitos trabalhistas, o novo acordo de direitos coletivos na Inapel até meados de 2020 é mais que positivo. Contudo, desde já, as condições que levaram à construção dos termos positivos desse acordo, a exemplo do grande número de sindicalizados, precisam elevar para preservação dos direitos. Assim, é indispensável que todos gráficos beneficiados com o acordo se sindicalizem de modo que os benefícios perdurem no tempo.