GRÁFICOS DA LOG&PRINT DENUNCIAM CONSTRANGIMENTO NA LINHA DE PRODUÇÃO À ESPERA DE SERVIÇO. SINDICATO APURA

Na quinta-feira que antecedeu o recente feriado de Santana em Vinhedo, cidade onde 650 gráficos trabalham na Log&Print, uma possível tentativa de constrangimento a trabalhadores pode ter ocorrido dentro da empresa. As denúncias já foram enviadas ao Sindicato da classe (Sindigráficos) por meio de um diretor da entidade que trabalha na gráfica e que as recebeu dos seus colegas de profissão. As reclamações apontam que um apoiador de supervisão da produção, mesmo não sendo permitido uso de celulares no local pelos operadores e ajudantes em geral, como define normas internas, estava fotografando trabalhadores que aguardavam a chegada de serviço junto às máquinas.

“As denúncias ao sindicato garantem que o fato aconteceu no último dia 25, durante a jornada dos gráficos do 2º turno, no setor de Acabamento. E os trabalhadores se sentiram e estão muito incomodados com a ação”, conta Valdir Ramos, diretor sindical e impressor experiente da Log&Print. O Sindigráficos notificará a empresa para explicar por que o seu apoiador de supervisão está contrariando uma norma interna e, ainda mais grave, para tirar fotos dos colegas de trabalho. Para que tirar fotos deles com as máquinas à espera de serviços? A entidade também cobra respostas para saber se a iniciativa foi a mando da gráfica ou ação à revelia da mesma?

O advogado do Sindigráficos, Luís Carlos Laurindo lembra que a lei proíbe quaisquer meios de constrangimento praticados pela empresa ou de seus subordinados contra trabalhadores; e que quando ocorre é caracterizado como uma forma de assédio moral. O sindicato, dessa forma, aguardará as respostas da empresa para tomar as devidas ações logo na sequência. Todavia, a partir das queixas já feitas pelos gráficos, o alerta da entidade da categoria já está ligado. Caso outros gráficos tenham demais relatos e provas de mais tipos de possíveis constrangimentos no local, o sindicato fica à disposição para adotar medidas cabíveis mediante os rigores da lei.

Para Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, o trabalhador está à disposição da empresa no seu horário de trabalho, mas isso não implica que cabe ao profissional conseguir o serviço no lugar da empresa. Logo, seja por falta de demanda produtiva ou por algum outro tipo de problema momentâneo, o gráfico continua à disposição da empresa, aguardando a chegada do serviço ou em produção, não cabendo qualquer intimidação de superiores seja em qualquer uma dessas situações. “Portanto, superior tirar foto de gráfico parado ou em atividade em linha de produção é uma ação muito equivocada. Quem mandou tirar e para que?”, realça Leandro.