GRÁFICOS DA LOG&PRINT SE REÚNEM COM SINDICALISTAS E DEFINEM PLANO CONJUNTO CONTRA RETROCESSOS NO LOCAL

Respaldado pelos gráficos depois da primeira reunião com dirigentes do Sindicato da classe (Sindigráficos), a entidade notificou a Log&Print para que a empresa retome condições laborais e direitos reduzidos no local. A notificação, solicitada pelos empregados, convoca a empresa para que se reúna com a entidade a fim de tratarem de uma solução sobre os retrocessos trabalhistas dentro da gráfica, os quais foram listados pelos próprios trabalhadores durante um encontro no Sindicato dos Químicos de Valinhos. Tanto a notificação sindical, quando cada item dessa lista de problemas e o pleito de solução integram o plano de luta dos gráficos.

O plano também não descarta nova reunião dos profissionais gráficos com os sindicalistas em local distante da empresa para definirem os novos encaminhamentos após o retorno da Log&Print às reivindicações. Um novo encontro será realizado mesmo se não houver respostas à notificação ou aos questionamentos listados.

“Só juntos, somos fortes, uma vez que sindicato somos nós (sindicalistas e trabalhadores na base). Como a insatisfação é muito grande diante dos retrocessos na jornada de trabalho, na alimentação, data de pagamento, falhas no FGTS e autoritarismo, entre outros problemas de várias ordens na Log&Print, cresce a revolta e começa a ter a reação dos funcionários na localidade”, constata Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.

Existe inclusive três trabalhadores do local que também são sindicalistas, onde dois estão diariamente no chão de fábrica (Valdir Ramos e Valéria Simionatto). “Não tenhamos dúvidas de que a solução do problema pode começar a ocorrer, pois está atrelada ao tamanho da revolta de cada uma das centenas de gráficos da Log&Print aos retrocessos no local e quando o maior número de trabalhadores participa e se rebela contra tudo isso. E é isto que representa este plano de lutas definido pelos profissionais da empresa para que o sindicato notifique o patrão para se reunir e mostrar soluções à lista de reivindicações dos gráficos contra os retrocessos lá existentes”, diz Jurandir Franco, gráfico da empresa que atua no sindicato.

Na lista de retrocessos elaboradas pelos trabalhadores a serem levadas pelo sindicato à empresa, consta o fim das folgas em dois sábados por mês e o fim da cesta básica com mais alimentos que a definida pela convenção coletiva da classe, bem como o desconto salarial maior mesmo com esta redução dos produtos alimentícios.

Também há a queixa dos empregados do 3º turno diante da qualidade inferior da refeição em comparação com a dos turnos diurnos. Tudo isso sem qualquer negociação com ninguém, inclusive a troca das folgas dos empregados sem qualquer consulta, como ocorreu com dois feriados de novembro/18 (dias 2 e 15) trabalhados para folgarem nas vésperas de dois feriados de dezembro (24 e 31). E o pior é que os gráficos tiveram de trabalhar. Não folgaram em nenhum dos dias.

A lista dos retrocessos ainda consta vários outros prejuízos financeiros, a exemplo da troca do dia de pagamento do salário sem qualquer discussão ou aviso. Não é mais no dia 30 do mês trabalhado. Agora é no dia 5 do mês seguinte.

Tem cobrado 6% do salário do funcionário pelo vale-transporte oferecido, inclusive de alguns em período de férias, mesmo quando não recebem o vale.  Tem obrigado o empregado a fazer hora-extra, e, apesar desse absurdo, não paga pelo serviço adicional no mês trabalhado. E tem reduzido o valor do adicional noturno de gráficos. E ocorrem falhas no depósito do FGTS. Gráficos, sindicalize-se AQUI e proteja-se!