GRÁFICOS DA OCEANO TÊM SIDO OBRIGADOS A TRABALHAREM TAMBÉM PARA EMPRESA DE OUTRO RAMO DENTRO DO PARQUE FABRIL

Denúncias recentes dos gráficos da Oceano ao Sindicato da categoria (Sindigráficos) revelam que a empresa tem obrigado alguns empregados a trabalharem na gráfica e em uma outra empresa de logística pertencente ao mesmo grupo econômico que fica no mesmo complexo industrial em Cajamar. Além disso, tem deixado de homologar no sindicato a rescisão contratual dos trabalhadores demitidos. Daí já vem surgindo denúncias de sonegações de direitos e pagamento incorreto de verbas rescisórias. Até as férias dos funcionários passou a ter irregularidades. Atropela a lei e não informa mais no período adequado, que é de 30 dias de antecedência. O sindicato entrará no caso.

A Oceano está obrigando alguns funcionários a laborarem dentro de seus turnos de trabalho na empresa Escala Logística, dizem as queixas. A Escala Logística fica em um outro galpão vizinho à Oceano dentro do mesmo complexo industrial. Quando baixa a demanda na gráfica, estão sendo enviados para trabalharem ilegalmente nesta empresa logística. “Dentre as ações sindicais previstas, não descartamos a possibilidade de acionarmos o Ministério Público do Trabalho”, diz Leandro Rodrigues, presidente do sindicato. E pede que mais gráficos procurem a entidade.

Outro problema denunciado que também pode ser levado ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério do Trabalho trata-se de uma outra ação fora da lei em relação ao comunicado das férias dos empregados. “Ao invés de informar o gráfico com 30 dias de antecedência das férias, como determina a legislação trabalhista, a empresa tem feito com até só um dia antes, sem que o trabalhador tenha se preparado”, fala Jurandir Franco, dirigente do Sindigráficos. A lei também determina o pagamento integral das férias (com mais 30%) em 48 horas antes do começo delas.

A Oceano também tem levado prejuízo para os trabalhadores até após demiti-los. Deixou de homologar no Sindigráficos a rescisão contratual deles, mesmo sem que haja custo para a empresa. Com isso, não há mais quem fiscalize se todos os direitos contam na rescisão, bem como se o pagamento das verbas rescisórias está sendo feita dentro da lei. “Infelizmente, já temos notícias de que a gráfica já está até parcelando o pagamento das verbas rescisórias via acordos em locais estranhos da nossa classe profissional”. fala Rodrigues. Ele orienta todos os gráficos a levarem a quitação contratual para análise do sindicato a fim de evitar qualquer prejuízo. Convoca ainda os gráficos da ativa a se sindicalizem.