GRÁFICOS DE PERNAMBUCO CONQUISTAM QUASE O DOBRO DA INFLAÇÃO E BARRAM PARTE DA REFORMA TRABALHISTA

A reforma trabalhista entrou em vigor sábado para destruir mais de 100 direitos da CLT, tanto que o movimento sindical e social fizeram sexta-feira (10) manifestações em todo Brasil, a fim de repudiar tal retrocesso. A gravidade desta nova lei afeta inclusive os trabalhadores das gráficas convencionais e dos jornais em todo o Brasil. Desse modo, há meses, a fim de barrar tais efeitos desta legislação, os gráficos no estado de Pernambuco, liderada por Iraquitan da Silva, presidente do Sindicato da classe, que tem data-base em 1º de outubro, concentra-se na luta pelo reajuste salarial e pela manutenção dos atuais direitos coletivos contidos na sua Convenção Coletiva de Trabalho. Os gráficos continuam acreditando que quem faz a lei é e sempre foi a luta. O primeiro resultado da luta acaba de chegar para todos trabalhadores das casas de obra. Dispostos a reeditar as cruzadas paredistas de 2014 para garantir justiça social do trabalho, o patrão recuou do ataque inicial e aceitou renovar a convenção coletiva, bem como incluiu mais pleitos  dos gráficos de modo a reduzir significativamente a reforma trabalhista.

A negociação chegou ao fim com uma assembleia na quinta-feira (9). Com o auditório lotado, ainda com mais pessoas do que há 15 dias, os gráficos mostraram a força da unidade e a disposição de lutar por seus direitos. Eles ouviram e aprovaram satisfatoriamente a nova proposta do patronal, com as garantias efetivas dos direitos, mesmo com a nova lei.

Para manter efetivamente esses direitos, a exemplo da obrigatoriedade das empresas pagarem pela hora-extra do gráfico e da homologação da rescisão contratual no Sindicato da classe (Sindgraf-PE), houve novas cláusulas na convenção. Elas limitam uma gama de retrocessos da nova legislação trabalhista, inclusive novos e precários contratos de trabalho, mudanças na jornada e no intervalo da refeição e barra o banco de hora.

“Com isso, além de garantir a regulamentação do mercado gráfico, que corria o risco de se esfacelar frente às precariedades intencionais contra os gráficos, evita-se os consecutivos efeitos negativos para manutenção  das empresas, decorrente do vale tudo da então concorrência predatória fala Iraquitan da Silva, presidente do Sindicato da classe (Sindgraf-PE).

Houve inclusive outro avanço considerável, independente da reforma. O trabalho realizado ao sábado, se não for na condição de hora-extra, só poderá continuar sendo feito se aprovado por escrito pelo sindicato. Isso  evitará a pressão patronal anterior sobre certos funcionários, que iam trabalhar como compensação das horas da jornada semanal de 44h. A nova convenção não permite, de modo algum, a referida compensação.

O reajuste salarial também foi avançado. Foi de 3%, ante inflação anual de 1,62%, ou seja, quase que o dobro da inflação, garantido um ganho real para todos. Agora, o piso salarial vai para R$ 1.235,55 e o menor salário de impressor Offset multicor não pode ser inferior a R$ 2.010,85.

FONTE: Com informações da CONATIG