GRÁFICOS DOS JORNAIS INICIAM NEGOCIAÇÃO COM PATRÕES NESTA SEMANA E OS DEMAIS GRÁFICOS NA PRÓXIMA SEMANA

Nesta quarta-feira (3), estarão em jogo o reajuste salarial e a renovação por mais um ano dos direitos coletivos do gráfico dos jornais do interior do estado, inclusive de Cajamar, Jundiaí, Valinhos e região. O Sindicato da classe (Sindigráficos) participará da 1ª rodada negocial com a entidade patronal na capital paulista. Embora hoje seja a data-base da categoria deste setor, dia em que termina a validade da atual convenção de direitos, o patronal só marcou a abertura da negociação para dias depois. A fim de evitar a descontinuidade dos direitos e do piso salarial, é preciso que os patrões reconheçam a data-base e estendam a validade de todos direitos enquanto durar a negociação. O Sindicato espera uma dura negociação e convoca os trabalhadores dos jornais para defenderem os seus direitos.

O mesmo cenário adverso se estende aos 6 mil empregados das gráficas convencionais da região e para os 80 mil das demais regiões do estado. Seus atuais direitos, como PLR, cesta básica e piso salarial bem superior ao salário mínimo nacional, além dos outros 83 direitos convencionados, também estão em risco. A descontinuidade também pode acontecer se o patronal não reconhecer a validade dos direitos enquanto as negociações durarem após a data-base (1º de novembro) deste segmento de gráficos.

É bom que todos os trabalhadores saibam que, apesar do Sindigráficos e da Federação estadual dos Gráficos (Ftigesp) terem entregue a pauta de reivindicação a muito tempo, o patronal das indústrias gráficas só marcou a abertura das tratativas com os sindicatos para a terça-feira da próxima semana, faltando poucos dias para a chegada da data-base da categoria.

Por conta disso, Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, explica que já cobrou a responsabilidade do patronal. E as negociações somente podem iniciar efetivamente depois que os patrões garantiram de imediato a validade dos direitos enquanto durar as negociações após a data-base. Assim, os empresários precisam reconhecer esta tradicional data-base da classe em 1º de novembro e estender a validade da convenção enquanto a atual campanha salarial durar. “Isso é imprescindível”, ressalta Leandro.

Portanto, assim como já tem sido alertado os trabalhadores desde antes da assembleia da categoria há meses, será preciso muita unidade e força de todos para evitarem a ofensiva do patronal contra direitos e salário da classe. “Estamos dispostos a lutar para evitar o pior para vocês. Gráficos, esperamos contar com todos. O tamanho do resultado será proporcional ao da unidade, organização e da luta dos trabalhadores”, pontua Leandro.