GRÁFICOS E JORNALISTAS DEMITIDOS EM MASSA DA EDITORA ABRIL QUEREM UMA INDENIZAÇÃO DE R$ 30 MIL

Nesta terça-feira (5), os sindicatos dos jornalistas, dos gráficos e demais profissionais demitidos em massa pelo Grupo Abril desde julho de 2017, que contam com sentença favorável de reintegração ao emprego já na 2ª instância judicial, voltam a se reunir com a editora no Ministério Público do Trabalho (MPT). O órgão federal conduz o processo de negociação entre as partes interessadas. Para desistir da ação judicial em curso, que, provavelmente, deve chegar ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), os trabalhadores demitidos até aceitam uma indenização de R$ 30 mil e mais outras condições. A empresa, por sua vez, quer dar somente o valor do piso salarial de cada categoria como compensação da demissão coletiva.

O valor de R$ 30 mil de indenização foi definido pelos demitidos durante uma assembleia no último dia 22. Os trabalhadores aceitaram a proposta da Abril com relação ao seu compromisso de não fazer o mesmo com os profissionais empregados. Na verdade, pela proposta da companhia para fazer um acordo e finalizar o processo de reintegração, comprometeu-se em avisar com a antecedência de um mês antes das demissões coletivas e negociar com os sindicatos o processo de desligamentos. Ficou definido ainda que demissão coletiva é toda aquela correspondente a 5% do total de funcionários da empresa, ou a 10% do total da categoria afetada.

Além disso, o acordo também envolve a responsabilidade da editora de realizar uma campanha contra assédio moral no valor de R$ 500 mil nas mídias da Abril. Esses pontos foram levantados pela própria empresa em audiências anteriores com os sindicatos no MPT. A única diferente trata do valor da indenização. A companhia só quer desembolsar o valor de um piso salarial de cada categoria, bem abaixo dos R$ 30 mil reivindicados.

Segundo os representantes da Abril durante a audiência no MPT dia 25, a editora não tem condições de arcar com tal montante. Alega que R$ 30 mil de indenização por demitidos é impossível. Em contrapartida, mesmo que ainda não oficial pela empresa, tais representantes defendem acordo parcial onde a editora se comprometeria com a proposta das demissões coletivas (aviso com antecedência e negociação com os sindicatos) e em relação ao pagamento da indenização de um piso salarial para aqueles que aceitassem tal valor, condicionado a abrirem mão da ação judicial em curso. O tema volta a ser tratado amanhã durante nova reunião no MPT.

 

FONTE: Com informações da CONATIG