GRÁFICOS FARÃO ASSEMBLEIA GERAL NA TERÇA (5), LOGO APÓS RODADA COM PATRONAL, EM DEFESA DOS DIREITOS E REAJUSTE

Na próxima terça-feira (5), haverá outra rodada de negociação da atual campanha salarial unificada dos gráficos do estado de São Paulo com o sindicato patronal, já que nada avançou na última semana. Mas dessa próxima vez, diferente das rodadas anteriores onde o patrão atacou os direitos, o Sindicato dos Trabalhadores em Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região (Sindigráficos) realizará logo em seguida uma assembleia geral com a classe para deliberar os rumos da campanha. Se necessário e os gráficos decidirem, podem iniciar até greve para garantir as 87 cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), independente da reforma trabalhista em vigor desde o dia 11. A assembleia decisiva dos gráficos será na terça-feira (5), às 19h, na sede regional da entidade em Jundiaí.

Desde o início da campanha, o Sindigráficos continua sem abrir mão da cesta-básica, PLR, auxílio-creche e demais cláusula da CCT da classe. O patronal, por sua vez, já atacou PLR e muito mais. “Até o momento, a própria convenção inteira dos gráficos, com suas 87 cláusulas, está em risco, pois, até agora, as empresas ainda não garantiram efetivamente nem a data de referência para renovação da CCT por mais um ano”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato. O gráfico já está cansado do ataque patronal aos direitos da categoria e de ficar marcando novas rodadas sem resolução definitiva. Ele convoca a classe à assembleia.

A data-base histórica do gráfico é em 1º de novembro – dia que passou há semanas -, mas deixou de ser respeitada pelo patronal nas rodadas realizadas. Com isso, não existe garantia das cláusulas da convenção, a exemplo da cesta básica e PLR. O sindicato patronal já exigiu inclusive a mudança da data para outro mês no 1º semestre do próximo ano. Se isso ocorrer, prejudicará todos os gráficos, porque, nesta época do ano, existe menos serviços, ficando mais difícil os gráficos pressionarem pela manutenção ou avanço dos direitos nas próximas campanhas salariais.

“Não aceitamos perder nossa data-base ou as cláusulas da convenção. Queremos continuar com a nossa PLR, cesta básica, auxílio-creche e demais direitos convencionados. Também queremos a recomposição salarial. Se o ataque patronal continuar na 5ª rodada de negociação na próxima terça à tarde, neste mesmo dia, sendo que à noite, a categoria logo dará uma resposta proporcional na assembleia”, informa Rodrigues.

Além disso, independente da campanha, o Sindigráficos continuará no combate à aplicação da reforma trabalhista – esta que já foi aprovada por lei e está em vigor desde o dia 11 para permitir o banco de horas e a flexibilização da homologação da rescisão no sindicato e etc. A entidade adianta que a empresa que se apoiar nesta lei para prejudicar esses e mais direitos trabalhistas, será ainda mais fiscalizada pelo Sindigráficos.

“Infelizmente, não temos como mudar a lei agora. Só quando mudarmos todos os deputados e os senadores aliados de Temer que aprovaram tal reforma trabalhista. No entanto, com os trabalhadores juntos, podemos mudar esses políticos na eleição de 2018 e assim mudar tal lei depois.

Mas, já a partir de agora, se todos gráficos se juntarem ao Sindigráficos, sindicalizando-se, podemos, apesar da nova lei em vigor, nós fortalecer  para buscar combater empresas que aplicarem a reforma  trabalhista”, ressaltam Rodrigues e Luis Laurindo, que é o advogado do Sindicato. A entidade inclusive passou a assumir como bandeira de luta toda forma de resistência contra aplicação dos efeitos da lei da reforma trabalhista.