GRÁFICOS OCUPAM BRASÍLIA HOJE POR ELEIÇÕES DIRETAS EM PROL DOS DIREITOS TRABALHISTAS E APOSENTADORIA

Depois do que demonstrou a JBS à nação brasileira sobre os crimes de Temer, indiciado por organização criminosa pelo STF, caiu a máscara deste governo, pautado por políticas para o atendimento só da parcela patronal em detrimento do trabalhador. Por isso que amanhã a OAB  pedirá o impeachment dele. Mas, pouco adianta a sua saída por impeachment (mais demorado), pelo julgamento do TSE por ilícitos na eleição (prazo médio) ou por renúncia (rápida) se a escolha do novo presidente for feita pelos mesmos congressistas, onde dezenas deles são investigados por crimes e receberam inclusive propina pela própria JBS, como delatado.  O fato é que se a escolha para o novo presidente não for democrática pelo voto do povo, o pais continuará sendo gerido pelos mesmos grupos empresariais que representam no Congresso os interesses de poucos. Estes políticos farão tudo para manter as reformas do Temer, garantindo os objetivos iniciais dele para privilegiar bancos e patrões às custas da exclusão de direitos trabalhistas e o limite da aposentadoria e pensões. Do que adianta a saída do Temer para tirar o povo das eleições do novo presidente e manter as mesmas reformas antipovo e antitrabalhador?

Contra o golpe na democracia, independente da ideologia do cidadão, a classe trabalhadora organizada decidiu ocupar a capital do Brasil nesta quarta-feira (24). Em prol da democracia, pela saída imediata do Temer e sobretudo pelas eleições diretas para a população escolher seu novo presidente, bem como pela manutenção de todos os direitos da CLT e das convenções coletivas e da aposentadoria pública, os gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região aderiram a ocupação, que inicia em breve. Integrantes do Sindicato da classe (Sindigráficos) estão no local.

“Organização criminosa, obstrução à Justiça e corrupção passiva. Estes são os crimes que Temer está sendo indiciado pelo STF. Qual a moral que tem para governar um país e ainda para defender o fim de direitos do povo para melhorar a situação brasileira?” critica Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos, presente em Brasília.

Mas não adianta ficar só falando, enquanto o governo continua manobrando, com o apoio de congressistas, para se manter no poder e avançar as terríveis reformas. “É por isso que estamos aqui hoje para enterrar este ataque aos direitos trabalhistas e previdenciários, e pelo fora Temer e por eleições diretas já”, ressalta Valdir Ramos, secretário geral do Sindicato dos Gráficos.

O jurista Luis Carlos Laurindo, assessor jurídico do Sindigráficos, apoia a decisão da sua Ordem de Advogados do Brasil (OAB) em protocolar o pedido de impeachment de Temer por crimes cometidos no mandato.

“Só sua saída pode restabelecer a combalida economia brasileira, para assim retomar os empregos e a manutenção dos direitos trabalhistas e previdenciários”, diz Laurindo, ratificando que seja por impeachment no Congresso Nacional, seja por decisão do TSE, ou por renúncia, Temer e muitos dos seus ministros não têm condição de se manter no cargo com indícios e ações criminais, a exemplo do escândalo delatado pela JBS.

Porém, ele reforça que após a saída desde governo, só a legitimidade do voto popular pode restabelecer democraticamente os interesses do conjunto da população brasileira, evitando a continuação de interesses particulares, em especial de áreas empresariais em detrimento ao povo.