GRÁFICOS PARTICIPARÃO DOMINGO DE TORNEIO DE TRUNCO E DOMINÓ APÓS ASSEMBLEIA DE REAJUSTE SALARIAL E DA PLR

Na manhã do próximo domingo (14), depois da assembleia da categoria para definição da pauta de reivindicação do reajuste salarial e novo valor da PLR, os trabalhadores gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região participam do tradicional torneio de Trunco e Dominó na sede regional do Sindigráficos em Jundiaí. As duplas interessadas em participarem devem se inscrever durante esta semana. Os vencedores receberão premiações. A competição é exclusiva para associados. Já a assembleia é aberta para os trabalhadores sindicalizados e não filiados à entidade da categoria, já que é de interesse e responsabilidade de todos construírem a campanha salarial onde possa garantir melhores resultados. Este ano, pela 1ª vez, o processo de negociação com o patronal começará mais cedo em função da nova data-base classe no estado, antecipando o reajuste deste ano. A data-base deixa de ser em 1º de novembro e passa para 1º de setembro.

A assembleia começa domingo impreterivelmente às 9h (2ª chamada). Além da luta dos gráficos por salário digno, a campanha será por emprego descente. Tal condição implica não só em uma remuneração justa, mas também o fim da política patronal de rebaixamento salarial e a garantia da saúde e segurança do gráfico no trabalho. E ainda a luta pela retomada do crescimento e melhor distribuição de renda, bem como a organização e fortalecimento sindical dos profissionais dentro dos locais de trabalho.

“A campanha será realizada em nossa região e simultânea nas demais do estado. Será unificada junto aos gráficos paulistas e seus sindicatos”, diz Jurandir Franco, diretor do Sindigráficos e vice-presidente da Ftigesp – Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas do Estado de São Paulo. Ele conta que a pauta de reivindicação dos gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região se juntará com as demandas da categoria do restando do estado, e apresentada uma única pauta para o setor patronal.

Jurandir lembra à categoria que a campanha deste ano será diferente das anteriores, mas não só porque tratará só da questão do reajuste salarial e da PLR, já que os demais direitos da convenção coletiva da classe já estão garantidos até agosto de 2020. Ele explica que também será distinta pelo nível de acirramento do setor patronal, empoderado por medidas dos governos recentes do País com teores antissindicais e antitrabalhadores. Será então uma campanha onde o maior prejudicado será o gráfico diante da intencional fragilização estrutural/política de seu sindicato, único órgão dos gráficos para negociação salarial e de seus direitos superiores à CLT. Logo, será preciso uma plena unidade e consciência de classe de todos.