GRÁFICOS PASSAM A USAR MÁSCARA CONTRA O CORONAVÍRUS E TAMBÉM FABRICAM O PRODUTO PARA A PROTEÇÃO DE MÉDICOS

A indústria é um dos setores que o governador não incluiu na quarentena contra o covid-19, mesmo com diversas atividades não sendo essenciais neste período. Com isso, nem todos trabalhadores podem ficar em isolamento domiciliar através de licenças ou férias, a exemplo do que acontece no setor gráfico. Apesar disso, o gabinete de crise montado pelo Sindicato dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e região (Sindigráficos) conseguiu a liberação de grande parcela da categoria nas últimas semanas. E tem monitorado a situação nos parques indústrias em funcionamento. O uso de máscaras, por exemplo, passou a ser usada em certas gráficas. Em algumas delas, como na Better’s em Franco da Rocha, os profissionais usam e produzem. As máscaras bloqueiam a boca e o nariz e pode evitar o contágio do vírus.

Contudo, infelizmente, o mapeamento do gabinete de crise do Sindicato revela que a maioria das gráficas ainda não fornece o equipamento. Até o momento, só sete empresas confirmaram a distribuição e utilização pelo trabalhador. E, ainda assim, nem todas fornecem para todos os gráficos. A máscara é tão importante para dificultar a proliferação do covid-19 que é obrigatória o seu uso entre todos profissionais de saúde. “Em Franco da Rocha, a gráfica Better’s reverteu inclusive o trabalho home-office para presencial de parcela dos empregados para que todos pudessem atender a demanda da confecção de máscaras para médicos e enfermeiros”, fala Odair Thomé, assessor do Sindigráficos que atua no gabinete de crise.

O sindicato conta que das sete gráficas que confirmaram a distribuição de máscaras para o uso dos trabalhadores, duas delas não garantem para todos seus empregados, a exemplo da Art Brasil em Valinhos. Na mesma cidade, a Alpha Clicheria só distribui o material para o uso dos porteiros. As gráficas Betters, Hélius, Primos Etiquetas, Bercrom e Marracini falaram que garantem o equipamento para seus profissionais. A Emepê, quando foi consultada, justificou que ainda não distribuiu devido à escassez do material no mercado, assim como a dificuldade de comprar álcool em gel.

Contudo, no geral, Odair revela que o cuidado com as questões sanitárias e com a saúde dos trabalhadores têm sido ampliadas diante desse quadro de pandemia pelo coronavírus. “No município de Indaiatuba, por exemplo, a gráfica FlexoPrint já concedeu férias inclusive a um trabalhador que tem problema respiratório de asma e bronquite, condição mais vulnerável para resistir ao coronavírus”, conta. Outros quatro trabalhadores também estão de férias, podendo liberar mais dois. A assessora do Sindicato, Marcela Barbieri, que também atua no gabinete de crise da entidade, revela que a FlexoPrint informou que passou a verificar o estado de saúde dos gráficos (gripe, febre e mais sintomas do covid-19) para liberar quem tiver algum  de modo que possa se cuidar e não apresentar risco aos demais gráficos.