GRÁFICOS PRECISAM IDENTIFICAR FAKE NEWS E VOTAR SÓ EM POLÍTICOS FAVORÁVEIS A LEIS EM DEFESA DO TRABALHADOR

Nesta terça-feira (1º), Dia do Trabalhador, gráficos e demais categorias profissionais precisam refletir e enfrentar os responsáveis pelas políticas que têm elevado suas dificuldades para sobreviver e sustentar a família. Para isso, primeiro, é necessário perceber quais são as notícias falsas (fake news) que visam enganá-los. E distingui-las daqueles fatos que não dependem de interpretação porque ocorreram na vida real, a exemplo da nova lei do trabalho que retirou mais de 100 direitos da CLT. Estas notícias são verificadas com facilidade. Até a internet inclusive ajuda nesta apuração. Distinguir a mentira da realidade é vital para os trabalhadores pararem de serem enganados nas redes sociais, dificultando sua visão de mundo, impedindo a defesa do emprego e direitos trabalhistas e previdenciários.

O segundo desafio e tarefa da classe trabalhadora é enfrentar todos os que atacam seus empregos e direitos. Porém, não somente através das redes sociais, mas por meio da participação efetiva em defesa deles. “E para isso é preciso intensificar a unidade e organização da nossa classe através da sindicalização, protegendo-se das intransigências patronais que cresceram desde que Temer e seus aliados tomaram a Presidência, assim como ampliou a corrupção e o ataque a direitos trabalhistas e até a nossa aposentadoria”, diz Leandro Rodrigues, presidente do Sindicato dos Gráficos de Cajamar, Jundiaí, Vinhedo e Região (Sindigráficos).

Revogar a nova lei do trabalho para restabelecer os direitos destruídos pelo governo Temer e seus aliados políticos e não permitir a aprovação da reforma da Previdência Social são desafios reais que gráficos e mais profissionais precisam incluir na lista de suas ações reais para 2018. E, para isso, precisam ter a consciência na hora das eleições de outubro. Antes de votar, veja quais foram os deputados federais e senadores e os seus respectivos partidos que aprovaram esta reforma trabalhista no ano passado e quais desses partidos defendem a reforma previdenciária. “Votar neles é concordar com o fim de seus direitos de trabalhador, não porque a internet disse, mas porque eles votaram assim”, diz Rodrigues.

Na própria internet, nas redes sociais, é possível verificar como votou cada político. E aquele gráfico que gosta de manter direitos e emprego tem a obrigação de votar contra todos deputados, senadores e aliados do governo Temer que votaram contra os direitos trabalhistas. Na Câmara dos Deputados, por exemplo, 296 políticos do PSDB, PMDB, PP, PR, PSB, DEM, PRB, SD e PPS votaram contra o direito dos trabalhadores. É por isso que muita coisa mudou para pior atualmente, inclusive com mais desemprego. Enquanto isso, embora as redes sociais falem muito mal de partidos de esquerda, foram eles que votaram majoritariamente contra a nova lei do trabalho, que destruiu mais de 100 direitos da CLT.

Portanto, que neste Dia Internacional do Trabalhador, todos os gráficos e demais profissionais descubram quem são os reais inimigos dos seus direitos e empregos. Não aceitem informações das redes sociais sem checar a verdade delas. Desconfie primeiro. Sem isso, o trabalhador torna-se inimigo de seus próprios direitos. “Gráficos: sindicalizem-se e votem conscientes. Protejam seus direitos na urna”, finaliza Rodrigues.