GRÁFICOS RECUPERAM DINHEIRO COM PLR ANTIGA NÃO PAGA. SINDICATO TAMBÉM AGE PELO VALE-ALIMENTAÇÃO

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Nenhum direito ou dinheiro do gráfico está perdido quando o Sindicato da classe (Sindigráficos) toma conhecimento que a empresa sonegou. A entidade luta até por dívidas antigas. Basta que os trabalhadores não se calem diante das irregularidades patronais. É o que acaba de acontecer na Região Serrana, mas especificamente na Decalcomanias Eliana em Pedreira. Ela não havia pago a Participação dos Lucros e Resultados (PLR) do exercício 2014 que deveria ser paga em duas parcelas em 2015. Tanto tempo depois, mediante pressão sindical, a empresa pagou parte da dívida no último mês e pagará o restante no fim deste mês. Já a PLR mais atual, as datas do pagamento foram traçadas. Outra ação sindical após denúncias visa corrigir um problema que dura quatro anos na gráfica Paccagnella, em Caieiras. Os funcionários recebem o mesmo valor do vale-alimentação há muito tempo. A empresa foi notificada pelo Sindigráficos a reajustar o valor de R$ 85 para R$ 125 até o fim do mês.

2A PLR é um direito que consta na Convenção Coletiva de Trabalho dos gráficos. Ela foi incluída e se mantém todos anos através da luta durante a campanha salarial. Além de mantê-la na Convenção, os gráficos não podem se calar quando ela ou outro direito é sonegado pela empresa. É preciso denunciar os problemas ao Sindicato. Foi o que os funcionários da Decalcomanias Eliana fizeram recentemente. “Com isso, a PLR 2015 pendente será totalmente paga este mês, e, depois, será paga a PLR 2016 que estava em aberto, como oficializou a empresa ao Sindicato”, diz Jurandir Franco, diretor sindical que atuou neste caso e que convida os funcionários para fortaleceram a categoria se sindicalizado ao órgão.

Franco ressalta que não tem dívida antiga perdida para o Sindigráficos. O trabalhador precisa e deve ser aproximar da entidade de classe. Sem isso, amplia-se o risco de ter seus direitos sonegados. Denunciem logo quando o problema surgir. Sindicalize-se AQUI e fortalece a categoria.

3Outro exemplo de denúncias contra sonegação de direitos da categoria vem dos gráficos da Paccagnella. Os trabalhadores reclamam que já há quatro anos não é reajustado o valor do vale-alimentação. A Convenção da classe, por sua vez, obriga a empresa a definir um vale no valor onde garanta a compra nos supermercados da cidade de todos alimentos da cesta básica da categoria. O valor médio hoje é de R$ 125. “Não há outra opção para a Paccagnella: ou reajusta o vale, ou distribui a própria cesta, ou então estará incorrendo contra um direito convencionado que tem força de lei”, realça Leandro Rodrigues, presidente do Sindigráficos.