GRÁFICA BURTI: DEMISSÕES EM MASSA E FALTA DE RESPEITO COM TRABALHADORES EM ITAQUAQUECETUBA

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A matéria e as fotos de hoje são produções dos próprios gráficos da Burti, enviado ao Sindigráficos. O órgão se solidariza a luta desses gráficos, bem como com o sindicato da região, o STIG Guarulhos, diante do momento de grande sofrimento vivido pelos trabalhadores em função das posturas da empresa. Os trabalhadores denunciam que foram demitidos da Editora e Gráfica Burti, em Itaquaquecetuba, e nada receberam. Eles estão passando por um momento de muita indignação e revolta. Reclamam que a situação em decorrência das decisões empresarial equivocadas mudaram totalmente o rumo da vida dos trabalhadores. Relatam ainda o quanto é triste saber que uma empresa que, com tantos valores e que formou os maiores profissionais e ditou o mercado durante décadas, chegasse a este ponto. Os trabalhadores avaliam que o fato mostra o que uma mudança de gestão, arrogância e principalmente de filosofia pode causar a uma empresa, mesmo sendo uma potência. 

burti3A empresa enfrenta problemas financeiros há alguns anos, com isso os atrasos nos salários e em decorrência os benefícios foram completamente cortados, a Burti abriu plano de recuperação judicial, mas mesmo assim não respeita os acordos e não paga os funcionários que mandou embora até o ano passado. Os cortes decorrentes demonstraram muita frieza por parte da diretoria da empresa. Todos funcionários foram surpreendidos com a demissão em massa e com a falta de respeito, que foi demonstrada em relação ao pagamento dos atrasos de salários. Em reunião a empresa orientou que os funcionários procurassem seus direitos. O clima era de revolta sendo que todos só queriam o pagamento dos salários atrasados e já tinham em mente que só conseguiriam seus direitos somente em processo judiciário.

burti4O simples fato de pagarem o pagamento de um mês de salário atrasado resolveria a vida de todos os funcionários. Segundo a diretoria a empresa só teria em caixa R$ 40.000 ( quarenta mil reias ) para serem divididos entre todos os funcionários, mas como não houve acordo os funcionários, a maioria se reuniu na porta da gráfica em uma manifestação pacífica, mas  com um ar de revolta e de muita indignação. A manifestação durou três dias e acabou no final de tarde da quinta última feira, com muitas promessas e nenhuma solução.